sexta-feira, 25 de maio de 2012
Namore uma garota que lê
Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, E. E. Cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade, mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve."
(Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico)
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Viver com emoção
"O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias nem as decepções que vou ter que encarar, escolhi ser verdadeiro.
No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem; eu sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive no bem e que anseia o bem.
Por isso, não estranhe se eu te abraçar bem apertado, mesmo que seja só em pensamento, se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar junto com você, afinal de contas, somos gente e gente que fez a opção pelo bem. É assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver...viver com emoção...com verdade."
(Fábio de Melo)
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Recomeço
"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendida, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.
Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço."
(Antoine de Saint-Exupéry)
Sou Feliz
Quando eu não tinha o teu amor
Eu era nada.
Era apenas folha seca, pisada,
No meio da estrada...
Viajava sem destino...
Como barco sem bússola
No mar da solidão.
Vivia só, triste,
Trocando de mágoa
Em ritmo de depressão.
Mas, encontrei o teu amor.
Que mudou o meu viver.
Alegrou o meu coração
E trouxe paz ao meu ser.
...Agora eu sou feliz.
Muito feliz.
Pois te encontrei!
Ser Feliz
"Dentro de mim existe um paraíso secreto onde Deus me dá a oportunidade de ser feliz de novo."
(Cris Carvalho)
sábado, 12 de maio de 2012
Saudade de mãe
Saudade de mãe é coisa sem jeito, chega quando menos
imaginamos: um cheiro, uma melodia, uma palavra... uma
imagem, e eis que o cordão do tempo,
nos convida ao retorno da infância.
Como se um fio nos costurasse de novo ao colo da mulher que primeiro nos segurou na vida e agora nos pudesse regenerar.
Saudade de mãe é ponte que nos favorece um retorno a nós mesmos;
travessia que borda uma identidade muitas vezes esquecida,
perdida na pressa que nos leva.
Saudade de mãe é devolução, é ato que restitui o que se parte;
é luz que sinaliza o local do porto,
é voz no ouvido a nos acalmar nas madrugadas de desespero e solidão,
através de uma frase simples: Dorme meu filho! Dorme!
Hoje, nesse dia em que a vida me fez criança de novo,
neste instante em que esta cena feliz tomou conta de mim,
uma única palavra eu quero dizer: Oh minha mãe, que saudade eu sinto de você!
(Fábio de Mello)
domingo, 15 de abril de 2012
Cora Coralina
"Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear."
(Cora Coralina)
sábado, 7 de abril de 2012
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar
Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se
detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver
atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi
necessário enfrentar, mas na benção de Deus que
permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas
dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de
qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada
pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar.
(Desconheço a autoria)
quarta-feira, 7 de março de 2012
Escrevivendo
Escrever parece ser tão solitário... Parece apenas. Quando escrevo fecho algumas portas exteriores e abro as janelas de minha alma.
Primeiro avisto a paisagem, e fico observando quem está por ali. E ao reconhecer meus filhos, sim, personagens são como filhos, corro para eles e embarco em uma viagem inesquecível.
Em questão de segundos, dou a volta ao mundo, sem observar setas, semáforos, fronteiras. A minha velocidade é a da imaginação, que não reconhece regras, por isso, acelero, sem medo de voar.
Visito tantos lugares, vejo a vida pelo olhar de tantas pessoas diferentes
Enquanto escrevo, me envolvo na vida das pessoas. Torço pelos romances, dou risadas, sinto ternura, compaixão, e quando me deparo com personagens vis, maus, torço para que eles tenham o fim que merecem.
Não dá pra separar a ficção da realidade. A vida é intensa e não existe espaço para a solidão, pois, vivo sempre rodeada de personagens, fictícios é verdade... Fictícios para os outros, para mim eles são reais.
Falamos tanto e sobre tantos assuntos diferentes, sem sequer abrir a boca para balbuciar uma palavra, pois, a voz que mais ouvimos é aquela que vem lá de dentro, do coração.
Aparentemente posso estar quieta, mas na verdade, estou sempre na companhia de personagens interessantes e me divertindo muito.
Por isso, eu sempre digo. Não estou escrevendo...Estou escrevivendo.
*Elliana Garcia
Esse texto pode ser reproduzido...desde que conste o devido crédito.
Esse texto pode ser reproduzido...desde que conste o devido crédito.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Saudade
Vivo a contar os meus passos.
E vai avançando a idade.
Colorindo os meus traços...
Com um leve tom de saudade.
(Elliana Garcia)
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Dever de Sonhar
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre.
Pois, sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas.
Em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Pé Descalço
Na quinta-feira pela manhã, enquanto eu andava pelo centro de São Paulo, para buscar livros em um sebo, percebi uma idosa de uns 65 anos, caminhando apenas com um pé de uma sandália.
O que havia acontecido para aquela mulher estar andando pelo centro da cidade, debaixo de chuva com um dos pés descalços.
Cheguei perto dela e notei que seus olhos estavam marejados. Ela parecia invísivel no meio da multidão. Perguntei o que havia acontecido. Ela me contou que fora pagar uma conta para a filha e que no meio do caminho a sandália tinha quebrado. E ela já estava andando há mais de um quilômetro assim: descalça. Depois de me dizer isso, ela desabou a chorar. Disse-me também que estava sem dinheiro e que estava morrendo de vergonha de estar andando pela cidade apenas com o pé de uma sandália.
Pedi que ela parasse de chorar e que fosse comigo até uma loja onde eu lhe compraria um sapato.
Foi aí que ela chorou mais ainda. Perguntei por que ela estava chorando daquela forma? Ela não iria mais andar descalça. E ao ouvir a sua resposta fui eu que quase desabei.
“ Enquanto eu estava andando, morrendo de vergonha por estar descalça, pedi a Deus que enviasse um anjo que me socorresse. E ele me enviou você”.
Mais tarde, refleti sobre isso. Imagine estar andando na rua e de repente ficar sem um pé do sapato e pior, longe de casa e sem ter como comprar outro. Como você se sentiria?
Sei que é um gesto simples, mas, um sapato, era tudo que ela precisava naquele momento. O sapato era o seu milagre.
Se ela se sentiu feliz com esse gesto, imagina eu? Portanto, só posso dizer...Obrigada meu Deus, por ter me usado para ser um anjo na vida dessa mulher.
* Elliana Garcia
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Desejo
"Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. E que eu espero também.
Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida.
Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais.
Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos.
Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim.
Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve.
Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver."
(Desconheço a autoria)
Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida.
Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais.
Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos.
Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim.
Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve.
Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver."
(Desconheço a autoria)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Lembrança
Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.
Lya Luft
Lya Luft
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O Caminho do Amor
Eu rasguei todas as provas e lembranças do meu passado sombrio e entristecido pelos amores incertos, pelos casos mal conjugados e situações infelizes; eu joguei no lixo todos os devaneios e desilusões em grandes sacos, mas dentre eles, estava um único amor, o mais real, o mais sincero, o mais puro, e também o mais inflamado e dolorido, porém, não morto.
Esse amor, apesar de obrigado a sair de cena, reapareceu em outro papel, em outro momento da história; não senti o tempo passar, não me dei conta quantos degraus subi, não percebi os riscos que enfrentei, nem mesmo os amores que surgiram anos depois... Não, eu não me dei conta de que vieram alegrias, dores, derrotas, infelicidades e até uma grande desilusão comigo mesma, porém, superada.
Não vi e nem percebi as feridas abertas, nem mesmo as que vieram depois, esqueci os erros, os acertos, as perdas; não vi o tempo passar, não entendi que crescia e amadurecia, apenas me lancei rumo aos desafios e vivi, de alguma maneira, os dias, os meses e os anos; eles me tragaram e o tempo passou. Passou tão rápido que deu voltas em mim.
Mas esse amor esteve o tempo inteiro comigo; ele venceu os obstáculos, ultrapassou as barreiras impostas e criadas pela vida, quebrou as vidraças e, um dia, ressurgiu das cinzas, do pó, do que parecia improvável, mas ressurgiu.
E ressurgiu com a força de um vendaval, que chega sem esperar e leva tudo à sua frente, sem que se possa fazer algo, sem que se possa impedir; sim, voltou certo de que, desta vez, nunca mais sairá de perto, mesmo que observe tudo acontecer de longe, distante, mas ele sabe que não tem como tirá-lo mais de dentro do coração, da alma...
É um amor tatuado que não esconde as marcas, apenas escancara os traços; um amor que seleciona os gostos, que sente os cheiros, que arde em dores; um amor que não tem espaço para ficar, mas ainda tem o seu lugar; os seus cômodos ainda o descrevem na memória, mesmo que em lágrimas de saudades, de desejo, de anseio, de esperança; ele está vivo em cada canto deste lugar, em cada pedaço, atrás de uma porta, num piso antigo, numa mureta inexistente, e também em cada abraço.
Ele ainda é real nos pensamentos, no fechar dos olhos, no vento fraco de uma noite quente, no frio assombroso de uma noite de inverno, no calor extremo de uma noite de lua cheia e nas ondas que quebram numa praia qualquer. Mesmo assim, ele nunca teve um lugar certo, pois quase sempre era incerto.
Apesar de tudo, ele nunca desfaleceu, e hoje dá lugar à esperança, que fala e dá o recado: ‘suporte, aguente firme, porque um dia serás recompensado e poderás viver com a mesma intensidade, o mesmo desejo, a mesma alegria de outrora, a mesma veracidade, com a mesma velocidade, com os mesmos propósitos.’
Enquanto espera o seu dia chegar, esse amor renuncia a si próprio, mesmo que esse dia nunca chegue, mas ele espera, porque tem em mente: ‘sim, ele chegará!’ Um amor assim não pode morrer ao meio, partido, derrotado, porque apesar dos desencontros, já não tem mais medo de errar, pois sabe bem que, enfim, acertou e, pelo resto da vida, só terá espaço para amar.
*Sininho
(* Esse texto é de uma amiga que não quer se identificar...daí o apelido...Sininho)
Esse amor, apesar de obrigado a sair de cena, reapareceu em outro papel, em outro momento da história; não senti o tempo passar, não me dei conta quantos degraus subi, não percebi os riscos que enfrentei, nem mesmo os amores que surgiram anos depois... Não, eu não me dei conta de que vieram alegrias, dores, derrotas, infelicidades e até uma grande desilusão comigo mesma, porém, superada.
Não vi e nem percebi as feridas abertas, nem mesmo as que vieram depois, esqueci os erros, os acertos, as perdas; não vi o tempo passar, não entendi que crescia e amadurecia, apenas me lancei rumo aos desafios e vivi, de alguma maneira, os dias, os meses e os anos; eles me tragaram e o tempo passou. Passou tão rápido que deu voltas em mim.
Mas esse amor esteve o tempo inteiro comigo; ele venceu os obstáculos, ultrapassou as barreiras impostas e criadas pela vida, quebrou as vidraças e, um dia, ressurgiu das cinzas, do pó, do que parecia improvável, mas ressurgiu.
E ressurgiu com a força de um vendaval, que chega sem esperar e leva tudo à sua frente, sem que se possa fazer algo, sem que se possa impedir; sim, voltou certo de que, desta vez, nunca mais sairá de perto, mesmo que observe tudo acontecer de longe, distante, mas ele sabe que não tem como tirá-lo mais de dentro do coração, da alma...
É um amor tatuado que não esconde as marcas, apenas escancara os traços; um amor que seleciona os gostos, que sente os cheiros, que arde em dores; um amor que não tem espaço para ficar, mas ainda tem o seu lugar; os seus cômodos ainda o descrevem na memória, mesmo que em lágrimas de saudades, de desejo, de anseio, de esperança; ele está vivo em cada canto deste lugar, em cada pedaço, atrás de uma porta, num piso antigo, numa mureta inexistente, e também em cada abraço.
Ele ainda é real nos pensamentos, no fechar dos olhos, no vento fraco de uma noite quente, no frio assombroso de uma noite de inverno, no calor extremo de uma noite de lua cheia e nas ondas que quebram numa praia qualquer. Mesmo assim, ele nunca teve um lugar certo, pois quase sempre era incerto.
Apesar de tudo, ele nunca desfaleceu, e hoje dá lugar à esperança, que fala e dá o recado: ‘suporte, aguente firme, porque um dia serás recompensado e poderás viver com a mesma intensidade, o mesmo desejo, a mesma alegria de outrora, a mesma veracidade, com a mesma velocidade, com os mesmos propósitos.’
Enquanto espera o seu dia chegar, esse amor renuncia a si próprio, mesmo que esse dia nunca chegue, mas ele espera, porque tem em mente: ‘sim, ele chegará!’ Um amor assim não pode morrer ao meio, partido, derrotado, porque apesar dos desencontros, já não tem mais medo de errar, pois sabe bem que, enfim, acertou e, pelo resto da vida, só terá espaço para amar.
*Sininho
(* Esse texto é de uma amiga que não quer se identificar...daí o apelido...Sininho)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Uma história num pedaço de papel
Lembro que quando criança, minha mãe pedia para eu comprar sabão em pedra no armazém da cidade e eu fazia isso com o maior prazer. O dono do armazém embalava o sabão em um pedaço de papel. E esse pedaço de papel era precioso... Era nele que eu rabiscava as minhas historinhas e criava um novo mundo para mim.
Mais tarde, o meu maior prazer, além de ler, era comprar cadernos para escrever. Por meio da leitura, eu descobria o mundo sem sair do lugar. E por meio dos meus personagens eu adubava os meus sonhos.
Através das histórias e estórias que eu criava, podia me expressar, dar voz para vários personagens que moravam dentro do meu ser.
Eu trabalhava como doméstica e o cenário físico era o meu quartinho de empregada, que eu dividia com produtos de limpeza. Mas o que importava era a alegria de poder ter cadernos para escrever, já que uma máquina de datilografia na época, era um sonho inatingível, pelo menos para mim.
Esses cadernos, estão guardados em uma mala em minha casa. Por esses dias, li o que escrevi há tantos anos.
Nesses cadernos, personagens fictícios, se confundem com a minha própria história. Personagens cheios de sonhos e de ideais.
Analisando tudo o que passei, vejo que a vida me deu uma página em branco e mesmo sem perspectivas, sem nenhuma chance de realização eu exercitava um sonho que estava dentro da minha alma.
Olhando hoje para a minha vida, dou os parabéns pra mim, por não ter desistindo. Pois, mesmo sem nenhuma possibilidade eu escrevia. E, mesmo sem saber, na verdade, eu também estava escrevendo a minha história.
Acredite no seu sonho.
Bjs,
Elliana Garcia
Mais tarde, o meu maior prazer, além de ler, era comprar cadernos para escrever. Por meio da leitura, eu descobria o mundo sem sair do lugar. E por meio dos meus personagens eu adubava os meus sonhos.
Através das histórias e estórias que eu criava, podia me expressar, dar voz para vários personagens que moravam dentro do meu ser.
Eu trabalhava como doméstica e o cenário físico era o meu quartinho de empregada, que eu dividia com produtos de limpeza. Mas o que importava era a alegria de poder ter cadernos para escrever, já que uma máquina de datilografia na época, era um sonho inatingível, pelo menos para mim.
Esses cadernos, estão guardados em uma mala em minha casa. Por esses dias, li o que escrevi há tantos anos.
Nesses cadernos, personagens fictícios, se confundem com a minha própria história. Personagens cheios de sonhos e de ideais.
Analisando tudo o que passei, vejo que a vida me deu uma página em branco e mesmo sem perspectivas, sem nenhuma chance de realização eu exercitava um sonho que estava dentro da minha alma.
Olhando hoje para a minha vida, dou os parabéns pra mim, por não ter desistindo. Pois, mesmo sem nenhuma possibilidade eu escrevia. E, mesmo sem saber, na verdade, eu também estava escrevendo a minha história.
Acredite no seu sonho.
Bjs,
Elliana Garcia
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Adriana Araújo
Repórter diz que se sente como uma iniciante, com fôlego para correr atrás das notícias, e que não deixa de se emocionar com as grandes histórias da vida
Por Elliana Garcia / Foto: Edu Moraes/Record
Diante de uma pauta ela não tem dúvida, vai fundo em busca da notícia, da forma mais profissional, mas sem deixar de lado a emoção. Nascida em Minas Gerais, Adriana Araújo, que fez uma ampla cobertura do resgate dos mineiros no Chile, conta quais os desafios de cobrir essa matéria e a emoção de ver cada um dos 33 homens resgatados.
Há quanto tempo você é repórter?
Sou repórter há 17 anos. Como o tempo passa rápido, não? Felizmente já tenho uma boa experiência na profissão que amo. Mas costumo dizer que tenho alma de iniciante e sempre terei. Para me indignar com as injustiças, me emocionar com as grandes histórias de vida e ter fôlego pra correr atrás das notícias. E repórter tem que saber correr. E como tem.
Iniciou a carreira em qual tipo de veículo?
Comecei como repórter de economia de um jornal do meu estado, Minas Gerais. Depois de 1 ano fui para a TV Globo Minas, depois para a Globo de Brasília e, desde 2006, faço parte do time do jornalismo da Record. Já são 16 anos de tevê, e foi na Record que tive as melhores oportunidades profissionais, atuando como âncora do Jornal da Record e como correspondente em Nova York.
A matéria sobre os mineiros do Chile atraiu a atenção do mundo inteiro e você ficou bastante emocionada ao relatar os fatos. Dá para exemplificar a emoção de cobrir um acontecimento como esse?
Esse foi certamente o momento mais emocionante que já testemunhei como repórter. Pude narrar ao vivo, juntamente com o apresentador Reinaldo Gottino, o resgate do primeiro dos 33 mineiros. Estava no meio do acampamento Esperança, cercada por parentes de todos os mineiros, e na hora em que Florencio Ávalos chegou à superfície, todos se abraçaram, chorando e agradecendo muito o fim daquele pesadelo. Fiquei muito comovida ao presenciar aquele momento histórico para o Chile. Foi uma lição de força, esperança e amor à vida. Jamais esquecerei.
Qual cena mais te marcou?
O reencontro das famílias, com certeza. Os filhos podendo beijar novamente os pais, abraçá-los, voltar a fazer planos. As mulheres que reencontraram seus maridos. Naquelas 24 horas de resgate, cada abraço me comoveu, cada reencontro foi marcante para mim. E, claro, a emoção e a vibração de cada um dos mineiros ao reconquistar a vida aqui fora.
Houve algo que, por falta de tempo, não tenha ido ao ar?
Tentamos levar ao ar todos os melhores momentos de tudo o que registramos. Na volta a São Paulo, recebi vários elogios das pessoas nas ruas dizendo que a cobertura da Record foi a melhor e a mais emocionante. Se conseguimos passar isto para o público, cumprimos nossa missão. Eu, o cinegrafista Humberto Lima e a produtora Rosana Mamani trabalhamos muito para sermos fiéis a toda a história que presenciamos. Com respeito às famílias, à dor e à saudade que elas viveram e toda a euforia que sentiram nos momentos de reencontro. Para eles, os 33 mineiros nasceram de novo. Nunca vou me esquecer do brilho no olhar que vi em cada um dos parentes quando mais um resgate era anunciado.
Você ficou alojada com outros jornalistas?
Na maior parte do tempo ficamos num hotelzinho bem simples na cidade de Copiapó, a cerca de 40 minutos da mina San José. A cidade estava lotada, quase nem conseguíamos vaga. Mas 48 horas antes do resgate ficamos acampados no deserto. Como a retirada dos mineiros poderia acontecer a qualquer momento, preferimos não arriscar e não arredamos mais o pé dali. Dividimos a barraca de camping com uma equipe de tevê do Uruguai. Foram momentos de muito trabalho, pouca água, almoçando e jantando biscoitos, zero de conforto, mas estávamos ali pra contar a história de 33 bravos homens que resistiram 69 dias debaixo da terra. Valeu cada segundo vivido no deserto do Atacama.
Quantos dias você passou no deserto?
Desta última vez, para mostrar o resgate, ficamos 10 dias. Desde o sábado em que a máquina perfuradora chegou ao fundo da mina até a entrevista exclusiva com o primeiro a sair, assim que ele ganhou alta do hospital. Da primeira vez que fui, quando descobriram que todos estavam vivos, foram 4 dias no deserto.
A que condições vocês tiveram que se submeter?
Além das condições citadas acima, o mais difícil foi trabalhar até 20 horas por dia, dormindo muito pouco. Na véspera do resgate foram 3 horas de sono apenas. E na noite do resgate, apenas cochilamos. E também ficar sem banho por quase 60 horas. Mas fiquem tranqüilos, que já botei tudo em ordem outra vez, o sono e os banhos, claro.
Além dessa matéria, dá para citar outras que tenham te marcado?
Nossa, foram muitas. Então vou citar as mais recentes: a entrevista exclusiva com o presidente Lula, em julho deste ano, assim que retornei de Nova York. Foi a entrevista em que o Lula chorou ao relembrar momentos do governo dele. Houve uma repercussão mundial pela emoção do presidente. Meu mérito foi apenas respeitar o momento dele, saber ouvir. Nos Estados Unidos foi muito marcante cobrir a morte de Michael Jackson. Pude entrar no Staples Center, na cerimônia de velório e despedida dos fãs e foi bastante emocionante também.
Como foi a experiência de viver longe de sua pátria?
Trabalhei como correspondente em Nova York por 1 ano. Foi uma grande experiência. Em julho passado voltei ao Brasil. Quero ser agora uma correspondente ambulante, correndo o mundo atrás de boas histórias, como a dos mineiros do Chile. Onde houver notícias quentes, fatos de grande repercussão, certamente quero estar.
Quais as suas aspirações como jornalista, já que você foi repórter de rua, âncora de telejornal e correspondente internacional?
Ser âncora do Jornal da Record por 3 anos foi uma grande oportunidade profissional. Adquiri bastante experiência ao lado do Celso Freitas e tenho orgulho do trabalho que desenvolvemos juntos. Sair do jornal parecia difícil inicialmente, mas isto também me trouxe novas possibilidades profissionais, como a de ser correspondente. Aprendi que o verdadeiro âncora não precisa de bancada, pode trabalhar na rua, acompanhando os grandes fatos, fazendo os plantões e coberturas ao vivo, onde a notícia está. Isso é o que me realiza profissionalmente.
Fonte: http://www.arcauniversal.com/entrevistas/noticias/adriana-araujo-2554.html
Por Elliana Garcia / Foto: Edu Moraes/Record
Diante de uma pauta ela não tem dúvida, vai fundo em busca da notícia, da forma mais profissional, mas sem deixar de lado a emoção. Nascida em Minas Gerais, Adriana Araújo, que fez uma ampla cobertura do resgate dos mineiros no Chile, conta quais os desafios de cobrir essa matéria e a emoção de ver cada um dos 33 homens resgatados.
Há quanto tempo você é repórter?
Sou repórter há 17 anos. Como o tempo passa rápido, não? Felizmente já tenho uma boa experiência na profissão que amo. Mas costumo dizer que tenho alma de iniciante e sempre terei. Para me indignar com as injustiças, me emocionar com as grandes histórias de vida e ter fôlego pra correr atrás das notícias. E repórter tem que saber correr. E como tem.
Iniciou a carreira em qual tipo de veículo?
Comecei como repórter de economia de um jornal do meu estado, Minas Gerais. Depois de 1 ano fui para a TV Globo Minas, depois para a Globo de Brasília e, desde 2006, faço parte do time do jornalismo da Record. Já são 16 anos de tevê, e foi na Record que tive as melhores oportunidades profissionais, atuando como âncora do Jornal da Record e como correspondente em Nova York.
A matéria sobre os mineiros do Chile atraiu a atenção do mundo inteiro e você ficou bastante emocionada ao relatar os fatos. Dá para exemplificar a emoção de cobrir um acontecimento como esse?
Esse foi certamente o momento mais emocionante que já testemunhei como repórter. Pude narrar ao vivo, juntamente com o apresentador Reinaldo Gottino, o resgate do primeiro dos 33 mineiros. Estava no meio do acampamento Esperança, cercada por parentes de todos os mineiros, e na hora em que Florencio Ávalos chegou à superfície, todos se abraçaram, chorando e agradecendo muito o fim daquele pesadelo. Fiquei muito comovida ao presenciar aquele momento histórico para o Chile. Foi uma lição de força, esperança e amor à vida. Jamais esquecerei.
Qual cena mais te marcou?
O reencontro das famílias, com certeza. Os filhos podendo beijar novamente os pais, abraçá-los, voltar a fazer planos. As mulheres que reencontraram seus maridos. Naquelas 24 horas de resgate, cada abraço me comoveu, cada reencontro foi marcante para mim. E, claro, a emoção e a vibração de cada um dos mineiros ao reconquistar a vida aqui fora.
Houve algo que, por falta de tempo, não tenha ido ao ar?
Tentamos levar ao ar todos os melhores momentos de tudo o que registramos. Na volta a São Paulo, recebi vários elogios das pessoas nas ruas dizendo que a cobertura da Record foi a melhor e a mais emocionante. Se conseguimos passar isto para o público, cumprimos nossa missão. Eu, o cinegrafista Humberto Lima e a produtora Rosana Mamani trabalhamos muito para sermos fiéis a toda a história que presenciamos. Com respeito às famílias, à dor e à saudade que elas viveram e toda a euforia que sentiram nos momentos de reencontro. Para eles, os 33 mineiros nasceram de novo. Nunca vou me esquecer do brilho no olhar que vi em cada um dos parentes quando mais um resgate era anunciado.
Você ficou alojada com outros jornalistas?
Na maior parte do tempo ficamos num hotelzinho bem simples na cidade de Copiapó, a cerca de 40 minutos da mina San José. A cidade estava lotada, quase nem conseguíamos vaga. Mas 48 horas antes do resgate ficamos acampados no deserto. Como a retirada dos mineiros poderia acontecer a qualquer momento, preferimos não arriscar e não arredamos mais o pé dali. Dividimos a barraca de camping com uma equipe de tevê do Uruguai. Foram momentos de muito trabalho, pouca água, almoçando e jantando biscoitos, zero de conforto, mas estávamos ali pra contar a história de 33 bravos homens que resistiram 69 dias debaixo da terra. Valeu cada segundo vivido no deserto do Atacama.
Quantos dias você passou no deserto?
Desta última vez, para mostrar o resgate, ficamos 10 dias. Desde o sábado em que a máquina perfuradora chegou ao fundo da mina até a entrevista exclusiva com o primeiro a sair, assim que ele ganhou alta do hospital. Da primeira vez que fui, quando descobriram que todos estavam vivos, foram 4 dias no deserto.
A que condições vocês tiveram que se submeter?
Além das condições citadas acima, o mais difícil foi trabalhar até 20 horas por dia, dormindo muito pouco. Na véspera do resgate foram 3 horas de sono apenas. E na noite do resgate, apenas cochilamos. E também ficar sem banho por quase 60 horas. Mas fiquem tranqüilos, que já botei tudo em ordem outra vez, o sono e os banhos, claro.
Além dessa matéria, dá para citar outras que tenham te marcado?
Nossa, foram muitas. Então vou citar as mais recentes: a entrevista exclusiva com o presidente Lula, em julho deste ano, assim que retornei de Nova York. Foi a entrevista em que o Lula chorou ao relembrar momentos do governo dele. Houve uma repercussão mundial pela emoção do presidente. Meu mérito foi apenas respeitar o momento dele, saber ouvir. Nos Estados Unidos foi muito marcante cobrir a morte de Michael Jackson. Pude entrar no Staples Center, na cerimônia de velório e despedida dos fãs e foi bastante emocionante também.
Como foi a experiência de viver longe de sua pátria?
Trabalhei como correspondente em Nova York por 1 ano. Foi uma grande experiência. Em julho passado voltei ao Brasil. Quero ser agora uma correspondente ambulante, correndo o mundo atrás de boas histórias, como a dos mineiros do Chile. Onde houver notícias quentes, fatos de grande repercussão, certamente quero estar.
Quais as suas aspirações como jornalista, já que você foi repórter de rua, âncora de telejornal e correspondente internacional?
Ser âncora do Jornal da Record por 3 anos foi uma grande oportunidade profissional. Adquiri bastante experiência ao lado do Celso Freitas e tenho orgulho do trabalho que desenvolvemos juntos. Sair do jornal parecia difícil inicialmente, mas isto também me trouxe novas possibilidades profissionais, como a de ser correspondente. Aprendi que o verdadeiro âncora não precisa de bancada, pode trabalhar na rua, acompanhando os grandes fatos, fazendo os plantões e coberturas ao vivo, onde a notícia está. Isso é o que me realiza profissionalmente.
Fonte: http://www.arcauniversal.com/entrevistas/noticias/adriana-araujo-2554.html
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