sábado, 7 de julho de 2012

Quieta

Quieta, silenciosa, transitando lentamente pela casa, habitando o por dentro amplamente. Organizando meus livros, minhas gavetas internas, desarrumando outros espaços que de tão organizados me impossibilitavam novas manobras.
Ouvindo outras músicas, conhecendo outros ritmos, respeitando o meu espaço. Que me importa se é quase carnaval e todos os blocos estão na rua? Quero é o aconchego da quietude, da minha cama quente, o barulhinho frenético do teclado do meu computador.
E essa musiquinha calma que me embala, sussurra. Nada grita, nada desagrada, não há desconforto; apenas estou quieta, observando, percebendo outras sensações que não as já tão conhecidas.
Comendo quando tenho fome, dormindo quando sinto sono, lendo pra me alimentar do que gosto, escrevendo quando posso, enfim, desfrutando o aconchego do meu próprio colo…Falando pouco, um pouco séria, mas a minha alegria ainda impera, permeia tudo, o estado é de contentamento.


Se estou muito quieta e se recuso todos os convites para a pré-folia, não se incomodem, é a paz instalada no peito, e eu me fazendo a melhor das companhias… Claro que vasculhando tudo encontrei muitos fantasmas, mas, acreditem, existem muitos fantasmas bons.

(E me lembro do que escrevi pra alguém que um dia estava passando por um momento semelhante: que mãos vazias ainda são as melhores para se colher flores…)



(Marla de Queiroz)

Bordados da Vida

 
"A vida pode ser comparada a um bordado que no começo vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas é mais esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos."



(Arthur Schopenhauer)

sábado, 30 de junho de 2012

Esperança


Hoje acordei introspectiva. Num tom sépia. Com pensamentos saltando a todo instante e sentimentos controversos borbulhando em meu ser.

O que tá acontecendo comigo?  Não consigo encontrar resposta...

Só que mesmo no meio desse vendaval de emoções consigo tenacidade e digo para mim mesma. Calma, essa inquietude está só de visita. Ela veio com passagem de volta. Logo ela vai embora e meus olhos voltarão a enxergar poesia em tudo e o meu coração vai bailar mesmo sem melodia.

Quando estou desse jeito... Quando os meus olhos teimar em ver o cinzento da vida e não o colorido da alegria eu repito: Vai passar. Vai passar.

Na caminhada da vida repito: Só mais um passo. Ali adiante o caminho é asfaltado de alegria, de sorrisos, não desista.

Esqueça os pedregulhos, o calor forte das decepções e visualize a serenidade e a paz de poder andar confortável por caminhos sem tantos percalços. Se continuar caminhando, chegarás lá.

Já sou outra pessoa depois de escrever esse texto. Graças a Deus, no meu ser não tem espaço para a melancolia. Aqui no meu coração ela não se sente confortável. Ela não é bem-vinda.
Pois, eu nasci para acreditar.
Sou proprietária de uma casinha onde há vários aposentos.
 E a esperança minha gente é quem tem lugar de honra nessa casinha que eu também chamo de "meu coração".

Elliana Garcia


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Minhas melhores viagens


"Meus melhores momentos...
 Minhas melhores viagens...
 Minhas melhores lembranças vieram dos livros, a minha grande paixão."

Motivos para ser feliz

 
"Viver é acalentar sonhos e esperanças,
fazendo da fé a nossa inspiração maior.
É buscar nas pequenas coisas,
um grande motivo para ser feliz!"
Mário Quintana

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Leve

(...) É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali cresçam as nossas fantasias. Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe...


Como seria bom se as outras pessoas fossem vazias como o céu, e não tão cheias de palavras, de ordens, de certezas. Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu, onde podemos fazer voar nossas fantasias como se fossem pipas...





(Rubem Alves)

domingo, 17 de junho de 2012

Memórias


Eu carrego comigo uma caixa mágica onde eu guardo meus tesouros mais bonitos. Tudo aquilo que eu aprendi com a vida, tudo o que eu ganhei com o tempo e que vento nenhum leva. Guardo as memórias que me trazem riso, as pessoas que tocaram minha alma e que, de alguma forma, me mudaram pra melhor. Guardo também a infância toda tingida de giz. Tinha jeito de arco-íris a minha.

O pouco é muito pra mim. O simples é tudo que cabe nos meus dias.

Eu vivo de muitas saudades. E quem se arrebenta de tanto existir, vive pra esbanjar sorrisos e flashes de eternidade.

{Texto de Cris Carvallho, mas que diz muito sobre mim}

domingo, 3 de junho de 2012

Escrever

Escrever tem desses mistérios. De repente, sem esperar, um dia você consegue despertar alguma coisa que está viva dentro de muita gente.

Caio Fernando Abreu

sábado, 2 de junho de 2012

Herois de Verdade


Você já reparou que vivemos hoje uma época em que todos sabem tudo, têm todas as respostas e ganham todas? Todo mundo é super-herói. É muito provável que você mesmo se sinta exigido em ser um. Um pai perfeito, uma mãe dedicada, um profissional imbatível.

O drama é que, hoje em dia, o mundo exige que as pessoas busquem freneticamente pelo sucesso, e o menor deslize pode ser punido com o desprezo. Parece que, se a pessoa não for sensacional em tudo o que faz, será um perdedor.

E mais: nesse mundo de aparência e ostentação, em que o dinheiro está sendo mais valorizado do que os sentimentos, as pessoas se encontram, mas não se relacionam, trabalham mas não se realizam e, principalmente, vivem sem conhecer a própria alma.

As pessoas tentam ser super-heróis e acabam se tornando superdepressivos. Na tentativa de parecer ser e ter o máximo, acabam vivendo com o mínimo...

O resultado dessa busca neurótica é um vazio insaciável. Porque ninguém consegue viver na ilusão de ser o máximo por muito tempo. Uma hora a máscara cai e o super-herói volta a ser simplesmente um ser humano. Nesse momento, alguns não conseguem seguir adiante e fazem a bobagem que o filho daquela senhora fez..

No entanto, me lembrei de que existem pessoas que seguem seu coração e acordam felizes com a oportunidade de viver mais um dia. Pois a plenitude da vida está na descoberta de quem somos e no aprendizado corajoso de ser quem somos.

Afinal, assumir nossos objetivos exige muita coragem em um mundo que quer definir o que é sucesso. Assumir nossos sentimentos exige muita coragem em uma sociedade que nos pressiona para estarmos sorrindo o tempo todo. Assumir nossos erros exige muita coragem em um mundo que parece feito de pessoas que sempre ganham todas...

Mas tenho certeza de que, se todos acreditarmos, poderemos construir um mundo em que possamos simplesmente seguir nossas vocações, sem nos preocuparmos em competir todos os dias das nossas vidas. Pense nas pessoas que, com ações generosas, nos mostram um caminho possível de realizações, sem necessidade de machucar ninguém, nem a si mesmas. Chamo essas pessoas de heróis de verdade.

Gente comum, que consegue se realizar com muita simplicidade, sem barulho nem fogos de artifício. Que não abre mão de seus valores e cria os filhos com alegria e dignidade. Que não precisa gritar em sua empresa para serem escutadas. Que não tem de assistir filmes eróticos para se excitar. Gente que não foge de sua vocação para ganhar mais dinheiro.

São pessoas que em vez de se mirar em celebridades e buscar o sucesso a qualquer preço, constroem sua vida baseada nas ordens de seu coração. Pessoas que valorizam a essência e não as aparências.

Heróis de verdade é o tema do meu próximo livro. É uma homenagem a essas pessoas que buscam valorizar a essência da vida. É também meu incentivo para que você caminhe de acordo com seus valores mais profundos e não caia na tentação de se tornar mais um super em um mundo de estrelas sem brilho próprio.

(Roberto Shinyashiki)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Namore uma garota que lê


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, E. E. Cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade, mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve."

(Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Viver com emoção




"O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias nem as decepções que vou ter que encarar, escolhi ser verdadeiro.

No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem; eu sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive no bem e que anseia o bem.


Por isso, não estranhe se eu te abraçar bem apertado, mesmo que seja só em pensamento, se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar junto com você, afinal de contas, somos gente e gente que fez a opção pelo bem. É assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver...viver com emoção...com verdade."

(Fábio de Melo)








quarta-feira, 16 de maio de 2012

Recomeço


"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendida, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.
Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço."


(Antoine de Saint-Exupéry)

Sou Feliz



Quando eu não tinha o teu amor
Eu era nada.
Era apenas folha seca, pisada,
No meio da estrada...

Viajava sem destino...
Como barco sem bússola
No mar da solidão.

Vivia só, triste,
Trocando de mágoa
Em ritmo de depressão.

Mas, encontrei o teu amor.
Que mudou o meu viver.
Alegrou o meu coração
E trouxe paz ao meu ser.

...Agora eu sou feliz.
Muito feliz.
Pois te encontrei!

 (Elliana Garcia)


Ser Feliz


"Dentro de mim existe um paraíso secreto onde Deus me dá a oportunidade de ser feliz de novo."

(Cris Carvalho)

sábado, 12 de maio de 2012

Saudade de mãe


Saudade de mãe é coisa sem jeito, chega quando menos
imaginamos: um cheiro, uma melodia, uma palavra... uma
imagem, e eis que o cordão do tempo,
nos convida ao retorno da infância.
Como se um fio nos costurasse de novo ao colo da mulher que primeiro nos segurou na vida e agora nos pudesse regenerar.

Saudade de mãe é ponte que nos favorece um retorno a nós mesmos;
travessia que borda uma identidade muitas vezes esquecida,
perdida na pressa que nos leva.

Saudade de mãe é devolução, é ato que restitui o que se parte;
é luz que sinaliza o local do porto,
é voz no ouvido a nos acalmar nas madrugadas de desespero e solidão,
através de uma frase simples: Dorme meu filho! Dorme!

Hoje, nesse dia em que a vida me fez criança de novo,
neste instante em que esta cena feliz tomou conta de mim,
uma única palavra eu quero dizer: Oh minha mãe, que saudade eu sinto de você!

(Fábio de Mello)

domingo, 15 de abril de 2012

Cora Coralina


"Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear."
 (Cora Coralina)

Calma... Coração


Acalma esse coração pequena, que desespero nunca resolveu problema. - Caio Fernando Abreu

sábado, 7 de abril de 2012

Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar


Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se
detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver
atravessado mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi
necessário enfrentar, mas na benção de Deus que
permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas
dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de
qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada
pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar.


(Desconheço a autoria)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Escrevivendo


Escrever parece ser tão solitário... Parece apenas. Quando escrevo fecho algumas portas exteriores e abro as janelas de minha alma.

Primeiro avisto a paisagem, e fico observando quem está por ali. E ao reconhecer meus filhos, sim, personagens são como filhos, corro para eles e embarco em uma viagem inesquecível.

Em questão de segundos, dou a volta ao mundo, sem observar setas, semáforos, fronteiras. A minha velocidade é a da imaginação, que não reconhece regras, por isso, acelero, sem medo de voar.

Visito tantos lugares, vejo a vida pelo olhar de tantas pessoas diferentes

Enquanto escrevo, me envolvo na vida das pessoas. Torço pelos romances, dou risadas, sinto ternura, compaixão, e quando me deparo com personagens vis, maus, torço para que eles tenham o fim que merecem.

Não dá pra separar a ficção da realidade.  A vida é intensa e não existe espaço para a solidão, pois, vivo sempre rodeada de personagens, fictícios é verdade... Fictícios para os outros, para mim eles são reais.  

Falamos tanto e sobre tantos assuntos diferentes, sem sequer abrir a boca para balbuciar uma palavra, pois, a  voz que mais ouvimos é aquela que vem lá de dentro, do coração.

Aparentemente  posso estar quieta,  mas na verdade, estou sempre na companhia de  personagens interessantes e me divertindo muito.
Por isso, eu sempre digo. Não estou escrevendo...Estou escrevivendo.

*Elliana Garcia

Esse texto pode ser reproduzido...desde que conste o devido crédito.




sexta-feira, 2 de março de 2012

Saudade


Vivo a contar os meus passos.
E vai avançando a idade.
Colorindo os meus traços...
Com um leve tom de saudade.

(Elliana Garcia)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dever de Sonhar



Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre.
Pois, sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas.
Em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.

Fernando Pessoa

Memória


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pé Descalço



Na quinta-feira pela manhã, enquanto eu andava pelo centro de São Paulo, para buscar livros em um sebo, percebi uma idosa de uns 65 anos, caminhando apenas com um pé de uma sandália.

O que havia acontecido para aquela mulher estar andando pelo centro da cidade, debaixo de chuva com um dos pés descalços.

Cheguei perto dela e notei que seus olhos estavam marejados. Ela parecia invísivel no meio da multidão. Perguntei o que havia acontecido. Ela me contou que fora pagar uma conta para a filha e que no meio do caminho a sandália tinha quebrado. E ela já estava andando há mais de um quilômetro assim: descalça. Depois de me dizer isso, ela desabou a chorar. Disse-me também que estava sem dinheiro e que estava morrendo de vergonha de estar andando pela cidade apenas com o pé de uma sandália.

Pedi que ela parasse de chorar e que fosse comigo até uma loja onde eu lhe compraria um sapato.

Foi aí que ela chorou mais ainda. Perguntei por que ela estava chorando daquela forma? Ela não iria mais andar descalça. E ao ouvir a sua resposta fui eu que quase desabei.

“ Enquanto eu estava andando, morrendo de vergonha por estar descalça, pedi a Deus que enviasse um anjo que me socorresse. E ele me enviou você”.

Mais tarde, refleti sobre isso. Imagine estar andando na rua e de repente ficar sem um pé do sapato e pior,  longe de casa e sem ter como comprar outro. Como você se sentiria?

Sei que é um gesto simples, mas, um sapato, era tudo que ela precisava naquele momento. O sapato era o seu milagre.


Se ela se sentiu feliz com esse gesto, imagina eu? Portanto, só posso dizer...Obrigada meu Deus, por ter me usado  para ser um anjo na vida dessa mulher.



* Elliana Garcia

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desejo

"Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. E que eu espero também.
Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida.
Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais.
Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos.
Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim.
Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve.
Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver."

(Desconheço a autoria)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Lembrança

Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.




Lya Luft

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Caminho do Amor

Eu rasguei todas as provas e lembranças do meu passado sombrio e entristecido pelos amores incertos, pelos casos mal conjugados e situações infelizes; eu joguei no lixo todos os devaneios e desilusões em grandes sacos, mas dentre eles, estava um único amor, o mais real, o mais sincero, o mais puro, e também o mais inflamado e dolorido, porém, não morto.

Esse amor, apesar de obrigado a sair de cena, reapareceu em outro papel, em outro momento da história; não senti o tempo passar, não me dei conta quantos degraus subi, não percebi os riscos que enfrentei, nem mesmo os amores que surgiram anos depois... Não, eu não me dei conta de que vieram alegrias, dores, derrotas, infelicidades e até uma grande desilusão comigo mesma, porém, superada.


Não vi e nem percebi as feridas abertas, nem mesmo as que vieram depois, esqueci os erros, os acertos, as perdas; não vi o tempo passar, não entendi que crescia e amadurecia, apenas me lancei rumo aos desafios e vivi, de alguma maneira, os dias, os meses e os anos; eles me tragaram e o tempo passou. Passou tão rápido que deu voltas em mim.


Mas esse amor esteve o tempo inteiro comigo; ele venceu os obstáculos, ultrapassou as barreiras impostas e criadas pela vida, quebrou as vidraças e, um dia, ressurgiu das cinzas, do pó, do que parecia improvável, mas ressurgiu.

E ressurgiu com a força de um vendaval, que chega sem esperar e leva tudo à sua frente, sem que se possa fazer algo, sem que se possa impedir; sim, voltou certo de que, desta vez, nunca mais sairá de perto, mesmo que observe tudo acontecer de longe, distante, mas ele sabe que não tem como tirá-lo mais de dentro do coração, da alma...

É um amor tatuado que não esconde as marcas, apenas escancara os traços; um amor que seleciona os gostos, que sente os cheiros, que arde em dores; um amor que não tem espaço para ficar, mas ainda tem o seu lugar; os seus cômodos ainda o descrevem na memória, mesmo que em lágrimas de saudades, de desejo, de anseio, de esperança; ele está vivo em cada canto deste lugar, em cada pedaço, atrás de uma porta, num piso antigo, numa mureta inexistente, e também em cada abraço.


Ele ainda é real nos pensamentos, no fechar dos olhos, no vento fraco de uma noite quente, no frio assombroso de uma noite de inverno, no calor extremo de uma noite de lua cheia e nas ondas que quebram numa praia qualquer. Mesmo assim, ele nunca teve um lugar certo, pois quase sempre era incerto.


Apesar de tudo, ele nunca desfaleceu, e hoje dá lugar à esperança, que fala e dá o recado: ‘suporte, aguente firme, porque um dia serás recompensado e poderás viver com a mesma intensidade, o mesmo desejo, a mesma alegria de outrora, a mesma veracidade, com a mesma velocidade, com os mesmos propósitos.’


Enquanto espera o seu dia chegar, esse amor renuncia a si próprio, mesmo que esse dia nunca chegue, mas ele espera, porque tem em mente: ‘sim, ele chegará!’ Um amor assim não pode morrer ao meio, partido, derrotado, porque apesar dos desencontros, já não tem mais medo de errar, pois sabe bem que, enfim, acertou e, pelo resto da vida, só terá espaço para amar.

*Sininho

(* Esse texto é de uma amiga que não quer se identificar...daí o apelido...Sininho)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Amar

Amar... Porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.




Vinícius de Moraes

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Uma história num pedaço de papel

Lembro que quando criança, minha mãe pedia para eu comprar sabão em pedra no armazém da cidade e eu fazia isso com o maior prazer. O dono do armazém embalava o sabão em um pedaço de papel. E esse pedaço de papel era precioso... Era nele que eu rabiscava as minhas historinhas e criava um novo mundo para mim.


Mais tarde, o meu maior prazer, além de ler, era comprar cadernos para escrever. Por meio da leitura, eu descobria o mundo sem sair do lugar. E por meio dos meus personagens eu adubava os meus sonhos.

Através das histórias e estórias que eu criava, podia me expressar, dar voz para vários personagens que moravam dentro do meu ser.

Eu trabalhava como doméstica e o cenário físico era o meu quartinho de empregada, que eu dividia com produtos de limpeza. Mas o que importava era a alegria de poder ter cadernos para escrever, já que uma máquina de datilografia na época, era um sonho inatingível, pelo menos para mim.

Esses cadernos, estão guardados em uma mala em minha casa. Por esses dias, li o que escrevi há tantos anos.

Nesses cadernos, personagens fictícios, se confundem com a minha própria história. Personagens cheios de sonhos e de ideais.

Analisando tudo o que passei, vejo que a vida me deu uma página em branco e mesmo sem perspectivas, sem nenhuma chance de realização eu exercitava um sonho que estava dentro da minha alma.

Olhando hoje para a minha vida, dou os parabéns pra mim, por não ter desistindo. Pois, mesmo sem nenhuma possibilidade eu escrevia. E, mesmo sem saber, na verdade, eu também estava escrevendo a minha história.

Acredite no seu sonho.

Bjs,

Elliana Garcia

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Adriana Araújo

Repórter diz que se sente como uma iniciante, com fôlego para correr atrás das notícias, e que não deixa de se emocionar com as grandes histórias da vida


Por Elliana Garcia / Foto: Edu Moraes/Record
Diante de uma pauta ela não tem dúvida, vai fundo em busca da notícia, da forma mais profissional, mas sem deixar de lado a emoção. Nascida em Minas Gerais, Adriana Araújo, que fez uma ampla cobertura do resgate dos mineiros no Chile, conta quais os desafios de cobrir essa matéria e a emoção de ver cada um dos 33 homens resgatados.


Há quanto tempo você é repórter?

Sou repórter há 17 anos. Como o tempo passa rápido, não? Felizmente já tenho uma boa experiência na profissão que amo. Mas costumo dizer que tenho alma de iniciante e sempre terei. Para me indignar com as injustiças, me emocionar com as grandes histórias de vida e ter fôlego pra correr atrás das notícias. E repórter tem que saber correr. E como tem.

Iniciou a carreira em qual tipo de veículo?


Comecei como repórter de economia de um jornal do meu estado, Minas Gerais. Depois de 1 ano fui para a TV Globo Minas, depois para a Globo de Brasília e, desde 2006, faço parte do time do jornalismo da Record. Já são 16 anos de tevê, e foi na Record que tive as melhores oportunidades profissionais, atuando como âncora do Jornal da Record e como correspondente em Nova York.

A matéria sobre os mineiros do Chile atraiu a atenção do mundo inteiro e você ficou bastante emocionada ao relatar os fatos. Dá para exemplificar a emoção de cobrir um acontecimento como esse?

Esse foi certamente o momento mais emocionante que já testemunhei como repórter. Pude narrar ao vivo, juntamente com o apresentador Reinaldo Gottino, o resgate do primeiro dos 33 mineiros. Estava no meio do acampamento Esperança, cercada por parentes de todos os mineiros, e na hora em que Florencio Ávalos chegou à superfície, todos se abraçaram, chorando e agradecendo muito o fim daquele pesadelo. Fiquei muito comovida ao presenciar aquele momento histórico para o Chile. Foi uma lição de força, esperança e amor à vida. Jamais esquecerei.

Qual cena mais te marcou?

O reencontro das famílias, com certeza. Os filhos podendo beijar novamente os pais, abraçá-los, voltar a fazer planos. As mulheres que reencontraram seus maridos. Naquelas 24 horas de resgate, cada abraço me comoveu, cada reencontro foi marcante para mim. E, claro, a emoção e a vibração de cada um dos mineiros ao reconquistar a vida aqui fora.

Houve algo que, por falta de tempo, não tenha ido ao ar?

Tentamos levar ao ar todos os melhores momentos de tudo o que registramos. Na volta a São Paulo, recebi vários elogios das pessoas nas ruas dizendo que a cobertura da Record foi a melhor e a mais emocionante. Se conseguimos passar isto para o público, cumprimos nossa missão. Eu, o cinegrafista Humberto Lima e a produtora Rosana Mamani trabalhamos muito para sermos fiéis a toda a história que presenciamos. Com respeito às famílias, à dor e à saudade que elas viveram e toda a euforia que sentiram nos momentos de reencontro. Para eles, os 33 mineiros nasceram de novo. Nunca vou me esquecer do brilho no olhar que vi em cada um dos parentes quando mais um resgate era anunciado.

Você ficou alojada com outros jornalistas?

Na maior parte do tempo ficamos num hotelzinho bem simples na cidade de Copiapó, a cerca de 40 minutos da mina San José. A cidade estava lotada, quase nem conseguíamos vaga. Mas 48 horas antes do resgate ficamos acampados no deserto. Como a retirada dos mineiros poderia acontecer a qualquer momento, preferimos não arriscar e não arredamos mais o pé dali. Dividimos a barraca de camping com uma equipe de tevê do Uruguai. Foram momentos de muito trabalho, pouca água, almoçando e jantando biscoitos, zero de conforto, mas estávamos ali pra contar a história de 33 bravos homens que resistiram 69 dias debaixo da terra. Valeu cada segundo vivido no deserto do Atacama.

Quantos dias você passou no deserto?

Desta última vez, para mostrar o resgate, ficamos 10 dias. Desde o sábado em que a máquina perfuradora chegou ao fundo da mina até a entrevista exclusiva com o primeiro a sair, assim que ele ganhou alta do hospital. Da primeira vez que fui, quando descobriram que todos estavam vivos, foram 4 dias no deserto.

A que condições vocês tiveram que se submeter?

Além das condições citadas acima, o mais difícil foi trabalhar até 20 horas por dia, dormindo muito pouco. Na véspera do resgate foram 3 horas de sono apenas. E na noite do resgate, apenas cochilamos. E também ficar sem banho por quase 60 horas. Mas fiquem tranqüilos, que já botei tudo em ordem outra vez, o sono e os banhos, claro.

Além dessa matéria, dá para citar outras que tenham te marcado?

Nossa, foram muitas. Então vou citar as mais recentes: a entrevista exclusiva com o presidente Lula, em julho deste ano, assim que retornei de Nova York. Foi a entrevista em que o Lula chorou ao relembrar momentos do governo dele. Houve uma repercussão mundial pela emoção do presidente. Meu mérito foi apenas respeitar o momento dele, saber ouvir. Nos Estados Unidos foi muito marcante cobrir a morte de Michael Jackson. Pude entrar no Staples Center, na cerimônia de velório e despedida dos fãs e foi bastante emocionante também.

Como foi a experiência de viver longe de sua pátria?

Trabalhei como correspondente em Nova York por 1 ano. Foi uma grande experiência. Em julho passado voltei ao Brasil. Quero ser agora uma correspondente ambulante, correndo o mundo atrás de boas histórias, como a dos mineiros do Chile. Onde houver notícias quentes, fatos de grande repercussão, certamente quero estar.

Quais as suas aspirações como jornalista, já que você foi repórter de rua, âncora de telejornal e correspondente internacional?

Ser âncora do Jornal da Record por 3 anos foi uma grande oportunidade profissional. Adquiri bastante experiência ao lado do Celso Freitas e tenho orgulho do trabalho que desenvolvemos juntos. Sair do jornal parecia difícil inicialmente, mas isto também me trouxe novas possibilidades profissionais, como a de ser correspondente. Aprendi que o verdadeiro âncora não precisa de bancada, pode trabalhar na rua, acompanhando os grandes fatos, fazendo os plantões e coberturas ao vivo, onde a notícia está. Isso é o que me realiza profissionalmente.


Fonte: http://www.arcauniversal.com/entrevistas/noticias/adriana-araujo-2554.html

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Celso Freitas

Nos Bastidores da Notícia

(Entrevista que fiz com o jornalista Celso Freitas)

Por Elliana Garcia / Foto: Demetrio Koch

Dono de uma voz inconfundível, o jornalista Celso Freitas, de 58 anos, começou a carreira por acaso, aos 16, quando um tio elogiou sua voz e o convidou para fazer um teste em uma emissora de rádio no interior de Santa Catarina. Depois de uma longa e bem-sucedida carreira, ele estava pensando em se aposentar da tevê quando surgiu o convite da Rede Record para que ele apresentasse o “Domingo Espetacular”. O sim, deu uma nova guinada na carreira do apresentador que além de comandar o “Jornal da Record”, também apresenta o programa de entrevistas, “Bastidores da Notícia,” na Record News.

Seu desejo inicial era ser jornalista?

Não. Meus pais queriam que eu me tornasse dentista, médico ou advogado. Particularmente, eu sonhava em ser piloto de avião ou engenheiro eletrônico, que sempre me fascinou. Um tio me convidou para fazer um teste em uma rádio em Criciúma, Santa Catarina. Passei, mas não era uma expectativa para o futuro. Com o tempo fui me envolvendo com o rádio, com a comunicação e decidi seguir essa profissão.

Como foi para a tevê?

A minha primeira experiência na tevê foi como editor e apresentador de um boletim econômico em Joinville. Foi por pouco tempo, enquanto esperava o serviço militar. Eu fiz questão de prestar o serviço militar numa tentativa de ir para São Paulo ou Rio de Janeiro, onde as chances de seguir carreira seriam maiores. Mas, acabei indo para Brasília. Os catarinenses eram requisitados para compor a Polícia Especial do Exército. Prestei o serviço militar pela metade, pois fui beneficiado para exercer as atividades de comunicação dentro do batalhão, narrando as atividades esportivas, cívicas e logo tive uma oportunidade e um emprego na Rádio Nacional. Daí surgiu a oportunidade na televisão. Comecei a apresentar O Jornal Nacional quando o Médici (1969-1974) era o presidente do Brasil.

Você começou a trabalhar em comunicação na época da ditadura militar. Como foi esse período?

Na verdade, nós sofríamos uma serie de restrições, principalmente na comunicação. Não havia uma liberdade de expressão, havia limitações impostas pelo regime. A grande maioria dos profissionais atendia às exigências, pois quem dava às concessões era o Governo, que chegou a cassar quem não seguiu as regras estabelecidas.

Depois de 32 anos na Globo, como encarou o convite para ir para a Rede Record?

Eu já havia feito os programas de maior audiência da tevê brasileira. Apresentei o Jornal Nacional, Fantástico, Globo Repórter, Você Decide e já havia demonstrado a minha competência e capacidade. Estava pensando em me aposentar quando recebi o convite para fazer o Domingo Espetacular. A proposta, de um jornalismo de boa qualidade, me convenceu.

E como você vê o jornalismo da Record?

Até bem pouco tempo existia uma consciência que se acontecesse um fato extraordinário, seja queda de avião, prédio, morte de celebridade, ligaria num determinado canal para ver essa informação. Hoje, quando algo acontece, as pessoas sintonizam imediatamente na Record, pois ela dedica mais tempo e maior empenho à cobertura desses fatos.

Você apresenta o Jornal da Record desde 2006 e a credibilidade que o programa alcançou ao longo desse tempo se deve a que, na sua concepção?

Inovamos na linguagem do jornalismo. Hoje, não precisamos ser tão sisudos. Também temos a preocupação de comentar a notícia agregando mais à informação que o repórter traz, fazendo isso de uma forma que respeita as opiniões diversas do telespectador. A grande vantagem da Record é esse investimento sério que ela vem fazendo na qualidade do jornalismo. Hoje, temos correspondentes em todos os continentes; renomados profissionais que vão em busca das melhores notícias e furos de reportagens.

Durante o telejornal, o que você faz enquanto as matérias estão sendo exibidas?

Televisão é um trabalho de equipe. E eu tenho a consciência de que o trabalho do motorista, do produtor, todos eles são responsáveis pela linha de montagem. Eu sou o entregador dessa informação. Não posso negligenciar o jeito de apresentar essa informação; o peso, a relevância que tem cada palavra, cada assunto. Eu tenho a consciência que o cinegrafista, o repórter passaram por alguma situação de risco para conseguir a melhor imagem e informação para mostrar para o telespectador. Eu fico assistindo essas matérias assim como o pessoal de casa. Eu sou o primeiro consumidor da notícia. E eu só sei te contar com convicção, com veemência um fato, se eu tiver ciente dele. Quando a pessoa é testemunha de um fato, ela tem maior propriedade para falar. A atenção, o respeito de ser preciso no valor da informação a gente tem desde que chega na redação. E assistir o que está sendo exibido, pelo menos para mim, faz parte disso, faz parte desse respeito que tenho com meus colegas.

Na tevê você aparece sério até por conta do trabalho. Como você é fora da televisão?

Procuro levar uma vida normal. Sou um pouco tímido, recatado.

Mas qual é a reação das pessoas ao te verem pessoalmente?

Sempre procuro reagir da melhor forma. As pessoas adquirem um grau de familiaridade pelo fato de você habitar na televisão, como se eu fosse um primo, um parente próximo, que chega, dá tapinhas nas costas. As pessoas são desconhecidas para nós, mas a nossa reação tem que ser igual a deles, de reconhecimento, afinal, você faz parte da vida deles.

O que o jornalismo representa na sua vida?

Está no sangue, faz parte da minha composição física, pois aprendi com o tempo a vibrar, a me emocionar com as notícias do dia a dia.

Já se emocionou no ar?

Já tive que engolir seco, de segurar a emoção em algumas notícias.

O que te deixa emocionado?

Eu não gosto de tortura psicológica e quando vejo pessoas sofrendo trauma por insegurança, falta de cidadania, dramas de polícia que saiu atirando e matou inocentes, por exemplo, eu fico emocionado. Eu prezo muito pela tranquilidade e o bom estado emocional das pessoas.

Que conselho você deixa para quem quer ser jornalista?

Como qualquer outra profissão, tem que se atualizar, ter empenho. A gente não tem feriado, não tem folga. Às vezes está de folga, mas surge um imprevisto e tem que ir trabalhar. Então, tem que gostar mesmo de jornalismo. Particularmente, gosto do contato e do entusiasmo de quem está começando, pois o que a gente acha que é banal no dia a dia, para o iniciante é espetacular, extraordinário e isso contagia. E a transferência de conhecimento é gratificante para o profissional.


Matéria Publicada no Arca Universal
http://www.arcauniversal.com/entrevistas/noticias/celso-freitas-2687.html

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cora Coralina

"O que vale na vida não é o ponto de partida, e sim a caminhada.

Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."

(Cora Coralina)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Força dos Campeões

Os campeões têm a capacidade de mudar as suas estratégias, mas nunca mudam os seus sonhos. Eles podem perder a partida, mas nunca a dignidade

Por Roberto Shinyashiki




Desde criança eu admiro os campeões. São eles que têm a força de superar todos os desafios que a vida lhes apresenta. Podem perder muitas batalhas, mas nunca desistem. Têm a capacidade de mudar as suas estratégias, mas nunca mudam os seus sonhos. Podem perder a partida, mas nunca a sua dignidade.

O campeão não é o que tem mais força física, mas sim aquele que tem mais força no seu coração. O campeão não é aquele que destrói seu adversário, mas sim quem consegue aprender as lições que o outro nos apresenta. O campeão é aquele que tem como arma a capacidade de amar o próximo. O campeão não é o teimoso que repete o mesmo caminho mesmo que ele sempre traga a derrota, mas aquele que aprende as lições e tem humildade para evoluir a cada batalha.



Depois da minha experiência como consultor psicológico nas Olimpíadas, um jornalista me perguntou o que era o fracasso. Levei um susto porque nunca tinha pensado no significado dessa palavra. Parei uns momentos para pensar no assunto e descobri que fracasso não é quando se perde uma batalha, mas quando se desiste de lutar.

Enquanto você estiver lutando por um objetivo ninguém pode dizer que você é um derrotado. Enquanto você estiver lutando sempre vai haver uma nova oportunidade de virar o resultado. O fracasso só acontece para aqueles que desistem porque no momento da desistência é que a partida realmente termina.

O único adversário que existe mora dentro do seu coração. Quanto você briga com o outro você não olha para o único lugar onde estão as respostas: dentro de si próprio. A única batalha que vale a pena ser disputada é aquela em que você enfrenta os seus medos.

Além da vitória

O campeão não sossega. Está sempre procurando desafios. Jamais se acomoda e está constantemente inventando novidades. Foi assim com Picasso: estava com quase 90 anos e continuava pintando como um louco. Foi assim com Pablo Casals, o grande instrumentista que ensaiava várias horas por dia também à beira do nonagésimo aniversário. Incansável, comentava que no futuro “não queria ser visto como alguém decadente”.

Lembro-me de uma entrevista com Ivo Pitanguy, na qual ele dizia que na sua juventude olhar as montanhas de Minas Gerais estimulava sua fantasia. O importante, para ele, era imaginar o que havia por trás do que sua visão conseguia captar e sonhar conquistá-los algum dia.

Os campeões têm dentro de si o desejo de superação. Aquela mescla de celebração pela vitória com a vontade de chegar a uma nova conquista rapidamente. Como dizia Ayrton Senna, para quem acomodação era palavra proibida: “Depois de uma corrida, procuro visualizá-la mentalmente e, quando a analiso, sempre descubro algo que eu poderia ter feito melhor: um traçado, uma curva, um momento de acelerar ou frear”... Em síntese, sempre dá para fazer melhor do que da última vez.

O campeão quer sempre se aprimorar. Escuta as críticas, pede opiniões, analisa sua performance... Tudo com o objetivo de ir além. Claro que, apesar de ouvir diferentes opiniões, ele sabe que a decisão é sua e assume as conseqüências dos resultados.

Não há limites aos seus sonhos. O campeão nunca diz: “Isso não é para mim”. Ao contrário, ele determina o seu objetivo e procura desenvolver a competência necessária para realizar sua meta. Ele nunca se distrai com uma vitória do passado, pois sabe que dentro da fruta do sucesso há sempre algumas sementes do fracasso. Ele adora a vitória, mas não deixa que a vaidade o conduza à acomodação.

Avance apesar do medo

Muita gente tem a fantasia de que primeiro precisa perder o medo para depois começar a agir. Mas nós somos seres com alma, portanto, sentir medo faz parte da nossa essência. Sempre vamos sentir medo em momentos de decisão. O medo não é um sinal para você suspender uma decisão, mas sim para avaliá-la com muito cuidado.

Nós somos mais do que nossos corpos, nossos pensamentos e nossos medos. Nossa consciência tem o poder de perceber quando uma mudança é necessária para criar uma vitória. Todo grande salto em nossa vida vem acompanhado de medo, mas nós precisamos fazer o que deve ser feito apesar do medo. Respeite o seu medo, mas faça-o entender que ele não será uma barreira para seus sonhos...

A capacidade de virar o resultado

Na cabeça do campeão, uma palavra permanece em evidência o tempo todo: agora! Ele tem consciência de que não pode deixar para amanhã o que os concorrentes podem fazer hoje. Seu espírito de competição e o desejo de vencer fazem com que ele supere os desafios do trabalho porque tem consciência de que esse é o caminho para a vitória.

O campeão quer sempre materializar seu sonho e dá tudo de si para que isso aconteça. É sempre poético dizer que se deve trabalhar por prazer, mas a verdade é que realizar sonhos freqüentemente é uma tarefa muito árdua. Somente a consciência do resultado de seu trabalho vai lhe dar energia para treinar, treinar e treinar. Resultados são sempre conseqüência de muita dedicação, boas estratégias e, principalmente, prazer de viver.

Hoje é dia de respirar fundo, olhar para dentro de você e buscar aquela energia que está escondida dentro do seu coração. E então, sair do vestiário e buscar sua próxima partida, tendo em mente que você é um campeão. Não porque você sempre ganhou todas, mas porque você nunca desistiu depois de uma derrota.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Celebrando a Vida

Enfim, meu aniversário. Confesso, adoroooo quando chega essa data, pois além de receber abraços, carinho, me sentir mais amada e especial, aproveito também para fazer um check-up mental, jogar fora o que não me acrescenta, reavaliar posturas e partir para uma nova etapa, na construção de quem sou verdadeiramente.

E percorrendo mentalmente todo o percurso por onde trilhei durante esses anos, percebi entre tantas dores e decepções, algo extraordinário; a minha capacidade de sonhar, de sempre enxergar alguma coisa boa, de mesmo por debaixo dos escombros, avistar um resquício de luz, da capacidade para juntar os cacos, polir o quebrado e refazer a vida sempre.

Nessas andanças por caminhos tão meus, descobri tantas nuances de mim mesma que se a minha vida fosse uma colcha de retalhos diria que muitas partes foram remendadas; E mesmo pedaços, costurados em épocas e com estampas diferentes estão em total sincronia com tudo que sou. Não há cor opaca, desbotada, parece que a cada dia a colcha de minha vida ganha mais cor, vivacidade, pois tenho buscando as coisas do alto, fortalecendo o meu espírito e querendo sempre, ser alguém melhor.

Hoje, tenho maturidade para transformar os erros em aprendizados, pois apesar das turbulências, dificuldades, as coisas acontecem numa rapidez que enche meu baú com tantas histórias que sempre tenho alguma coisa pra contar.

E só tenho que agradecer. Os amigos que eu tenho, pessoas que chegam de repente e acabam encontrando na minha amizade, na minha forma de lidar com a vida um porto seguro, onde sabem que podem voltar quando os mares estiverem turbulentos. Amigos que compartilham comigo um pouco de suas vidas, de seus sonhos e que também se tornam verdadeiros oásis no meio do deserto, quando a minha alma precisa de refrigério.

E assim, olhando para partes fragmentadas de minha vida, vejo que cada peça se encaixa, que tudo está, aonde deveriam estar e que só tenho que celebrar cada pequeno momento, pois são desses momentos que construímos a nossa história, a nossa vida. E o melhor da vida é viver.



Elliana Garcia

sábado, 11 de junho de 2011

Continue caminhando


Meu caminho é pavimentado de bons pensamentos...de fé.

Prefiro seguir assim...Visualizando flores no deserto, plantando sementes, mesmo que só existam lágrimas para regá-las.

Não sou condicionada pelo que os meus olhos vêem. Mas pelo que acredito.

Eu acredito que no meio do deserto posso encontrar oásis para me refrescar das decepções...

Que acima das nuvens existe o sol que não para de brilhar...mesmo que o frio das incertezas tentem me atingir...

Continuo caminhando...

E quando enxergo obstáculos, em vez de me atemorizar diante deles, olho para os meus sonhos...

E os meus sonhos me dão forca para ultrapassar qualquer barreira.

Eu acredito nos meus sonhos e eles são bem maiores e fortes do que qualquer empecilho.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Acredite


Coração pulsando forte.


Janelas de possibilidades se abrindo à minha frente, descortinando incertezas e trazendo uma leveza que só quem acredita que sonhos podem tornar-se realidade pode sentir.

Precisamos enxergar além do que os nossos olhos podem ver...E sonhar...sonhar...sonhar...Por que o impossível torna-se possível quando acreditamos.

Elliana Garcia

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estamos com fome de amor

Queridos, recebi esse texto por email. Desconheço a autoria. Alguns dizem que é do Arnaldo Jabor. Será?



O que temos visto por ai ???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...

Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama .... sexo de academia .. . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,

sem se preocuparem com as posições cabalisticas...

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...

Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...

"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...

Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...

E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...

O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...

Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!


Para ler, divulgar e . . . praticar !

quinta-feira, 24 de março de 2011

Reflexão

Que estrago foi esse que deixou a sua vida assim?


Errou? Tudo bem? Sacuda a poeira e dê a volta por cima.

Analise a sua vida. Olhe para os pontos fortes e aí você verá que mais acertou do que errou. O relacionamento naufragou e não tem mais volta? Paciência. O erro foi, de repente, ter permitido que te fizessem mal, só isso. Se os outros relacionamentos também acabaram e você não conseguiu encontrar a tão sonhada felicidade, calma, ainda não é o fim.

Essa sua busca pela felicidade, pela solução das feridas da alma, pelo preenchimento desse coração maravilhoso só tem um caminho: Deus. Só Ele é capaz de mudar o curso da sua história, da minha, e de todos que assim O desejarem.

O ser humano é limitado, não consegue alcançar tudo, não tem poder para solucionar tudo, seja ele o mais intelectual e graduado ao alienado e excluído da sociedade.

Por isso, não se culpe, não se torture, coloque todos os seus problemas nas mãos daquele que tem o poder para fazer uma REVOLUÇÃO na sua vida.

E lembre-se, ninguém, por mais maluco e doido que se transforme pelas circunstâncias da vida, perde a sua essência, ninguém!

Tenho visto muita gente entristecida pelo caminho, as lutas são muitas, as pessoas estão muito egoístas, os relacionamentos acontecem e terminam sem sentido e, realmente, está complicado, mas com Deus a gente nunca sai perdendo, ou seja, quando temos Ele à frente das nossas batalhas, lutas, ainda que tudo pareça estar errado, no final, lá no finalzinho, Ele nos dá a vitória; vitória sobre os problemas, sobre as frustrações, as angústias, realiza os desejos mais profundos e lícitosdo nosso coração, enfim, nos dá a paz que buscamos e, muitas vezes, não encontramos. Bom, é promessa dEle, se você crer, ok, desfrute das promessas!

(Mais uma reflexão de minha amiga Nete com as pinceladas de Lilli Garcia)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sentimento

O sentimento é o alimento da alma. Quanto mais permitimos que ele aflore, mais ele cresce, anseia, sonha, projeta, escraviza, mata aos poucos. Por isso, decidi ficar quieta, deixar tudo passar, os dias, os meses, a vida. E vai passar. Como um dia passou, um dia se foi.
Mesmo que tenha permanecido guardado num cofre sem chaves ou segredo.  Um dia após o outro é o nosso futuro, esperemos por ele.

(Texto da minha amiga Nete que disse com palavras o que a minha alma sente e não consegue traduzir).

sábado, 19 de março de 2011

As estações do meu coração

Tempo nublado em São Paulo.

Do meu apartamento enxergo nuvens densas e um vento frio balança as cortinas.

Estamos na transição entre o verão e o outono e assim como a mudança de estação, meu coração também vivencia várias estações ao mesmo tempo.

O inverno se fez presente logo cedo. Mas um vento leve de esperança pincelou o meu ser de cor e a primavera deu o ar de sua graça.

Com a esperança crescente, almejo que o verão com todo o seu esplendor e calor se aposse urgentemente do meu coração.

(Elliana Garcia)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Oportunidade

Todos os dias temos uma nova chance.


Que tal aproveitar e reescrever a sua história?

 
Elliana Garcia

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quem aprende com as experiências tem história

*Adriana morava em um apartamento maravilhoso, tinha na garagem três carros importados desses que pareciam saídos de anúncios de tv, dois filhos lindos, um marido amoroso e bem sucedido.Eu a conheci quando fui fazer um curso. Eu havia ganhado uma bolsa de estudos, enquanto ela, cansada de ser mãe e esposa de um grande empresário, queria algo mais, por isso estava ali, assim como eu, lutando por um sonho.


No inicio confesso que fiquei me perguntando o que aquela mulher queria comigo. Eu não tinha nada para lhe oferecer. Enquanto eu contava as moedas para ir ao curso, já que havia abdicado de um emprego só para estudar durante o dia, me vestia com roupas e sapatos comprados em bairros populares, morava na periferia, Adriana aparecia como se tivesse saído de um conto de fadas. Usava roupas das melhores grifes, perfumes importados, nunca tivera nenhum problema de ordem financeira, enfim, tínhamos vidas opostas.

Mas ela era a personificação do bem. Eu a admirava. Achava-a o máximo. E certo dia, ela me disse que a minha amizade era preciosa demais. Que embora ela tivesse tudo materialmente, o que mais queria era ser como eu. “Você tem tanta segurança, uma paixão pela vida e uma certeza que vai conseguir, que me impressiona”, disse-me.

Aquele dia voltei para casa emocionada. Adriana despertou em mim algo que eu nem sabia que tinha. A força interior. Olha como a vida é interessante. Eu achava que não tinha nada para oferecer para aquela mulher, no entanto, através de uma frase ela me mostrou que eu possuía algo valioso.

Essa conversa entre nós tornou-se uma ponte para nos comunicarmos melhor, trocarmos experiências e assim crescermos em todos os sentidos. O fato de saber que ela necessitava do meu apoio, dos meus conselhos foi de suma importância para a minha evolução pessoal. Da mesma forma ela, mudou muito ao descobrir que também tinha essa força dentro dela e que só buscando recursos dentro de si mesma, poderia enfim, alcançar o sucesso.

Mesmo enfrentando a resistência da família, Adriana foi em busca do seu sonho e é uma profissional realizada. É uma mulher por quem tenho uma admiração sem igual. E ela não cansa de dizer que grande parte de seu sucesso se deve ao fato de ter me conhecido. Mas na verdade, foi ela quem me deu um dos maiores presentes que alguém pode ganhar. Ela me fez enxergar que as coisas belas que possuímos não podem ser medidas com base em nossos bens materiais como carro, casa própria, roupas.

A felicidade está dentro de nós mesmos. Se hoje me olho no espelho e admiro cada ruga que mapeia meu rosto e vejo cada momento triste como um aprendizado, foi por que essa mulher linda me fez enxergar que a minha beleza não estava na roupa, no fato de ter ou não um carro do ano, mas dentro de mim mesma. Ela me fez ver que aprender com as experiências é muito bom. E quem aprende com as experiências, tem história.