sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Hagar
Hagar tinha todos os motivos para passar o resto da vida lamentando. Ela era a serva egípcia de Sara e foi forçada por sua dona a dar um filho a seu marido, Abraão.
Ao engravidar do marido de sua patroa, o ego de Hagar fica inflado e ela começa a desprezar sua senhora, que era estéril. Sara fica possessa com a petulância de Hagar e dá um ultimato a Abraão. Ele responde: “A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer...” (Gênesis 16.6)
Sara, então, humilha Hagar e ela, com medo, foge da presença de sua senhora, indo refugiar-se no deserto. Lá, é encontrada por um anjo, que a aconselha a voltar e pedir perdão. Ainda no deserto, Hagar recebe a promessa de que a sua descendência seria numerosa.
Em uma passagem, diante de tanta dor, Hagar diz: “... Tu és Deus que vê...” (Gênesis 16.13) Ela volta então para casa.
Os anos passam. Tudo parecia estar bem. Sara havia concebido Isaque e estava feliz da vida. Mas quando Ismael, o filho de Hagar, caçoa de seu primogênito, a fúria de Sara entra em erupção e, mais uma vez, ela pede que Abraão faça alguma coisa.
Ele despede Hagar e seu filho Ismael sem nenhum direito. Sem casa e comida, mãe e filho vivem a peregrinar pelo deserto (leia Genêsis 21. 8-21). Hagar afasta-se do filho para não vê-lo morrer de fome.
Seu sofrimento é intenso. Começara a vida como serva e no momento em que tudo parecia que ia mudar, deixou que o orgulho tomasse conta do seu coração e seus castelos ruíram. Mas ouviu a voz de Deus e pediu perdão. Depois de anos, em que tudo parecia ir bem, de repente, ela se encontrava naquele deserto, vendo o seu único filho, a única coisa que ela podia dizer que tinha, quase morrendo de fome.
O Deus que vê
O que ela havia feito. Onde havia errado? A quem recorrer? Será que Deus via seu sofrimento? Quem nunca se sentiu assim, no meio de um deserto ou enfrentando situações em que parece que ninguém nos vê, ninguém se importa com o nosso sofrimento, com as nossas lágrimas?
Com o coração entristecido e chorando muito, Hagar lembrou-se do Deus que tudo vê. E esse Deus mostrou mais uma vez para ela que o mundo poderia rejeitá-la, mas Ele jamais iria abandoná-la.
O que podemos aprender com Hagar
Não importa onde estejamos. Os olhos de quem tudo vê, enxergam o que vai no fundo de nossa alma, conhece as nossas dores e aflições e, quando chegamos no auge do desespero, Ele diz: “... Que tens? Não temas...” (Gênesis 21. 17)
Não importa a luta que passamos, se nossa herança foi roubada, ou se de repente ficamos sem chão ou a mercê dos infortúnios da vida. Há um Deus que faz o impossível acontecer. E que vai ao deserto só para nos encontrar.
Se muitas vezes fomos rejeitados e quando, aparentemente, as coisas não saem do jeito que esperamos que saiam, ainda assim confiemos na promessa Daquele que perdoa pecados e que não nos abandona. Mesmo que estejamos atravessando um deserto, Ele estará conosco, abrindo poços de água para matar a nossa sede.
Que assim como Hagar, não deixemos que a prepotência ou o orgulho se tornem maiores que os nossos sonhos. Não é por que crescemos em algum setor que temos que humilhar quem está em uma situação desfavorável. Por outro lado, se formos humilhados, lembremos que há alguém que olha por nós, que está sempre intercedendo a nosso favor e jamais irá nos desamparar.
A Bíblia relata que Deus abriu os olhos de Hagar para que visse um poço de água no meio do deserto. Que nós também possamos abrir os olhos para enxergar as maravilhas de Deus para nossas vidas. Pois só no meio do deserto é que temos a chance de encontrar um oásis.
Por Elliana Garcia- Texto publicado originalmente no Arca Universal
http://www.arcauniversal.com/emfoco/mundocristao/noticias/hagar-3016.html
A Juíza Débora
Através de atitudes sábias, elas podem nos ensinar a aliar trabalho e casamento e principalmente, a ouvir a voz de Deus e seguir uma vida de acordo com a temática cristã. Por isso, iniciamos essa série "Mulheres da Bíblia".
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Corrente do Bem
Você tem sonhos? Se alguém chegasse e realizasse o seu sonho principalmente nessa época de natal não seria o máximo?
Por isso peço a sua ajuda. Vamos formar uma corrente do bem?
Nessa época natalina, muitas crianças carentes escrevem para o papai noel pedindo um presente.
Eles não pedem uma viagem para a Disney, tampouco coisas surreais. Muitos pedem uma bola, um panetone, uma boneca, um chinelo, uma roupa.
Pois é queridos, fiquei sensibilizada com essas histórias e por isso convido vocês para participarem junto comigo dessa corrente do bem.
Como participar
Vá a uma agência dos Correios, escolha uma cartinha e apadrinhe uma criança. O presente deve ser entregue em uma agência que gratuitamente fará com que ele chegue ao destinatário.
E aí, vamos ajudar? Vamos fazer parte dessa corrente do bem?
Espalhe essa idéia.
http://www.correios.com.br/papainoelcorreios2010/
Bjus da Lilli
sábado, 20 de novembro de 2010
Retorno da Alegria
Quando as luzes da cidade
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A dor que dói mais
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
(Texto de autoria de Martha Medeiros)
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Força Interior
A vida é belíssima, mas não é tão simples vivê-la.
Às vezes, ela se parece com um imenso jardim.
De repente a paisagem muda e ela se apresenta árida como um deserto ou íngreme como as montanhas.
Independentemente dos penhascos que temos de escalar,
cada ser humano possui um força incrível.
E muitos desconhecem que a possui.
(Augusto Cury)
domingo, 17 de outubro de 2010
Desabrochando Pra Vida
"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores". (Cora Coralina)
Tenho flores na sacada do meu quarto. Na correria do dia-a-dia, deixei -as sem o devido cuidado. Uma delas, que dias antes estivera tão florida, se transformou em um pedaço de galho seco. Podei, fiz de tudo para que renascesse e nada. Cortei toda a planta e deixei o vaso num canto para reutilizá-lo. Alguns dias depois sem nenhuma explicação, uma flor desabrochou no meio daquele vaso. Não havia galhos, folhas, nada! Apenas uma flor pequenina dando o ar de sua graça.
Muitas vezes também achamos que chegamos ao fim. Que não há mais nada a ser feito. Deixamos murchar a alegria de viver e passamos um longo tempo como um galho seco, só ocupando espaço, sem dar flores ou frutos. Mas a própria natureza nos mostra que é preciso renascer.
É no meio das frustrações que devemos aguçar a esperança e é regando essa esperança, que teremos uma nova oportunidade para reescrever a nossa história.
A vida é um eterno recomeçar. Ou recomeçamos, ou nos enterramos vivos. Portanto, sempre é tempo de caminhar e acreditar em dias melhores.
Mesmo que no percurso tenhamos que podar os nossos sonhos pela raiz, isso não impede que novos brotos possam aparecer ou que possamos plantar novas sementes.
Viver é ir além. É acreditar sempre. Mesmo que tenhamos que ir a poente, onde tudo finda, possamos levar a aurora do renascimento, da certeza de que não dá pra ficar vendo a vida passar, é preciso seguir em frente, sem jamais pensar em desistir.
Elliana Garcia
domingo, 10 de outubro de 2010
Agradeça Mais
Quando falo de gratidão, uma imagem vem a minha mente.
De um amigo que tenho. Foi amor à primeira vista. A partir daí, começamos a nos falar, conversar, conhecer a vida um do outro, partilhar sonhos, estreitar a amizade e um carinho que só crescia.
No meio de um vendaval que passou pela minha vida, pude ouvir a sua voz e sua mão sendo estendida quando eu mais precisava de socorro. Disse-lhe obrigado por várias vezes, mas meu coração ainda ansiava dizer-lhe mais.
Uma vez, fui acompanhá-lo a um programa de tv e alguns minutos antes dele entrar no ar, olhei em seus olhos e disse-lhe: "quero te agradecer imensamente por ter me ajudado quando eu estava precisando. Para algumas pessoas nós devemos favor, para outras, gratidão".
Estávamos sentados lado a lado e pude sentir sua mãe apertar fortemente a minha e os seus olhos marejados de lágrimas disse-me: Você pode contar comigo sempre.
Não há palavras que possam expressar essa gratidão, esse amor, esse carinho que tenho por esse amigo.
O seu gesto de solidariedade só veio certificar o que já sei, que amigos a gente só conhece no momento da adversidade.
Por isso, levo em conta uma frase de Brian Dyson, ex- presidente da Coca-Cola que diz. “Apeguem-se às coisas que são queridas ao seu coração (entre elas os amigos). Sem elas a vida carece de sentido”.
E a minha tem uma cor especial, pois com amigos assim, que tem o dom de provocar reflexão e entusiasmo a minha vida e através de suas palavras, de sua arte e amizade, tenho reavivado a minha energia interior.
Há pessoas que passam pela nossa vida deixando marcas tão positivas que jamais iremos esquecer. E esse amigo é uma dessas pessoas inesquecíveis.
Por isso, agradeça sempre, agradeça mais, por tudo e principalmente pelos amigos.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Viva o Presente
Figurativamente os nossos sentimentos estão ligados ao coração, mas claro que o que sentimos ou pensamos provém do cérebro. Costumo utilizar a seguinte figuração. Se a nossa cabeça está acima do nosso coração é por que devemos ter total controle sobre o que sentimos.
Mas o que tenho visto infelizmente, são pessoas trocando os pés pelas mãos literalmente falando, dançando um samba do crioulo doido em termos de emoções. Ou se apegam demais ao passado, ou se atém muito ao futuro e esquecem de viver o presente, que não poderia ter outro nome senão esse: PRESENTE.
E se é presente é para nos orgulharmos dele, é para vivermos intensamente, da melhor forma possível.
Viver pensando demais no amanhã e esquecer do "hoje" faz o coração vibrar no ritmo da ansiedade e só faz mal.
Evite antecipar os fatos, deixe-os acontecerem naturalmente. Dê tempo às coisas e, principalmente, tempo à você.
O mundo não pára enquanto ficamos nos imaginando o pior dos seres, ou mentalizando coisas que jamais acontecerão.
Infelizmente, muitas pessoas estão reclusas, presas por seus complexos, aprisionadas por suas ansiedades e dessa forma deixam de vivenciar a etapa mais importante de suas vidas.
O Agora!
O presente!
O Hoje!
Este Momento!
Elliana Garcia
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Cais da Solidão
Viajei pelo mar
da alegria.
Conheci a ilha
da felicidade
embarquei no navio
dos sonhos
enfrentei tempestades
de carinhos
maremotos de carícias
e ondas de desejos...
Avistei os recifes
de uma louca paixão.
Me escondei nos botes
da ilusão.
E não vi,
o tempo mudar
o amor se apagar
E eu aportar
No cais da solidão.
*Elliana Garcia
domingo, 12 de setembro de 2010
Acredite no seu sonho
Portanto, não deixe que as dificuldades atrofiem os seus sonhos. Exercite essa sua capacidade. Pincele forte nas cores da esperança. E quando for a hora de apresentar o seu trabalho para o mundo, haverá lugar para o reconhecimento, o aplauso, a emoção.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Não Desista de Lutar
No artigo A Força dos Campeões Roberto Shinyashiki diz que, “enquanto se estiver lutando por um objetivo ninguém pode dizer que você é um derrotado. Enquanto você estiver lutando sempre haverá uma nova oportunidade de virar o resultado. O fracasso só acontece para aqueles que desistem, porque no momento da desistência é que a partida realmente termina”.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Eu Ainda Te Amo
Não precisa me dizer que vai embora.
Eu já percebi nos teus olhos
que o amor, não mora mais no teu coração.
Foi tudo tão bom...
enquanto durou.
Foi maravilhoso...
Mas acabou...
Você vai me dizer adeus
E eu vou fazer o impossível
Para suportar a despedida
Com a partida do meu grande amor.
Não vou me iludir
com lembranças do passado.
Nem com sonhos que eu planejava
para o meu futuro tão distante...
Eu sei...
Agora não tem mais jeito.
Mas...EU AINDA TE AMO!
(Elliana Garcia)
domingo, 29 de agosto de 2010
Falando de Esperança
Agora a minha vida está entrando nos eixos e posso dizer com convicção. Como cresci diante das adversidades. Olho para alguns momentos passados e me pergunto: Como consegui passar por tudo isso?
*Elliana Garcia
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Aprendendo com o Girassol
Algo notável sobre essa planta, é que não importa onde o sol esteja, é pra lá que ela se direciona, daí, a origem do seu nome. E mesmo nos dias nublados, onde o sol não é visível a olho nu, o girassol precisa fazer o esforço de se voltar na direção do astro rei em busca de força. Para ser visto, admirado e florescer, tem que primeiro ficar imperceptível, enraizar e quanto mais profundo for, mas ele crescerá e não importam quais as condições do tempo, estará sempre voltado para o que lhe transmite coisas boas.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
As Estações da Vida
E a partir daí, ninguém nos segura. Depois de uma reclusão necessária, percebemos a alegria de viver, os sorrisos, a necessidade de sair da nossa toca, de conversar, interagir. E então chega o verão de nossa existência, momento de troca, de demonstrar toda essa paixão pela vida, extravasar tudo de bom que aprendemos e contagiar a todos com a nossa luz e beleza.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Você é protagonista ou figurante?
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Um anjo que eu chamo de amigo
Uma das pessoas que me ajuda a escrever o roteiro do meu dia a dia é o meu amigo Déo Garcez. Um ser humano incrível, que a cada dia me traz algo de substancial, dá uma tonalidade de alegria ao meu viver, pincelando fortemente nas tintas da emoção, reflexão e sabedoria. Como eu o amo!
Déo me faz pensar profundamente na vida, tem o dom de me fazer rir, me emocionar e eternizar momentos simples de minha existência. Temos uma sintonia muito forte. Um laço forte de amizade, carinho, admiração e respeito nos une.
Tínhamos que nos encontrar, pois não imagino a minha vida sem a sua presença e sem a sua amizade.
Quero nesse espaço dizer mais uma vez o que você Déo representa para mim. Mas a sua alma sabe, por que através de um olhar, de um abraço, de uma palavra, você passa o alicerce para restaurar o meu coração.
O melhor de tudo é saber que o que sinto e escrevo é o mesmo que meu amigo sente por mim, pois assim como eu, ele valoriza as pequenas coisas e faz delas um espetáculo para viver e relembrar.
Carinhosamente nos chamamos de anjo...E realmente Déo é um anjo na minha vida
Para vocês meus leitores o recado que deixo é esse... Aproveite cada momento. Esteja cercado de pessoas simples, mas ao mesmo tempo cheias de sabedoria que isso só vai te acrescentar.
Elliana Garcia
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Heróis de Verdade
Encontrando motivos para sorrir
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Quando os ipês florescem
E quando avistar um ipê, lembre-se disso. É hora de deixar renascer seus sonhos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
O Valor da amizade
Nos conhecemos quando tínhamos entre três e quatro anos de idade, mas a nossa amizade se fortaleceu mesmo algum tempo depois. Essa amiga faz parte de minha história, está presente em vários capítulos de minha vida e marcou os momentos mais preciosos de minha existência.
Temos várias histórias hilárias e o valor da sua amizade vai além de qualquer coisa.
Nos apaixonamos pelo mesmo homem e nunca disputamos o amor dele, pois a nossa amizade estava em primeiro lugar.
Lembro dos livros que líamos. Júlia, Sabrina, Bianca e assim como nas histórias sonhávamos com um príncipe encantado que iria nos fazer feliz para sempre.
A fantasia sempre foi um lugar mais aconchegante do que a nossa realidade.
A vida tratou de nos separar fisicamente, mas arrumamos um jeito de estarmos sintonizadas. Trocávamos cartas, sabíamos de tudo uma da outra, e uma saudade que aumentava a cada dia.
O tempo foi passando, a cartas ficando cada vez mais raras. Mas a nossa amizade sempre ultrapassou todas as barreiras. Muitas vezes nos víamos no aeroporto, entre um embarque e outro.
Construímos outras histórias, vivemos amores, tivemos decepções e um desses amores que resolveu sair da sua história, deixou a minha amiga arrasada. Achei que jamais ela fosse amar novamente.
Mas Zel continuou acreditando e praticando a arte de transformar a derrota em vitória, a coragem de ser ela mesma e amar de novo.
O final da história de minha amiga parece extraído de um dos romances que líamos na adolescência. Uma igreja simples, mais de 400 A. C em Roma, na Itália, foi o local para selar a união dela com o Luca, um verdadeiro príncipe italiano que chegou nem cedo, nem tarde demais, mas no momento certo para fazê-la feliz.
Fiquei emocionada ao ver a foto de seu casamento e mais feliz ainda por essa amiga me mostrar que apesar das dores, decepções, vale a pena acreditar no amor, na amizade, dar uma oportunidade a si mesma e tentar quantas vezes for preciso para ser feliz.
Elliana Garcia
domingo, 18 de julho de 2010
Há Males que vem para o bem

sábado, 17 de julho de 2010
De frente pro Espelho
Não Desista dos Seus Sonhos

sexta-feira, 16 de julho de 2010
Celebrando a Vida
E percorrendo mentalmente todo o percurso por onde trilhei durante esses anos, percebi entre tantas dores e decepções, algo extraordinário; a minha capacidade de sonhar, de sempre enxergar alguma coisa boa, de mesmo por debaixo dos escombros, avistar um resquício de luz, da capacidade para juntar os cacos, polir o quebrado e refazer a vida sempre.
Nessas andanças por caminhos tão meus, descobri tantas nuances de mim mesma que se a minha vida fosse uma colcha de retalhos diria que muitas partes foram remendadas; E mesmo pedaços, costurados em épocas e com estampas diferentes estão em total sincronia com tudo que sou. Não há cor opaca, desbotada, parece que a cada dia a colcha de minha vida ganha mais cor, vivacidade, pois tenho buscando as coisas do alto, fortalecendo o meu espírito e querendo sempre, ser alguém melhor.
Hoje, tenho maturidade para transformar os erros em aprendizados, pois apesar das turbulências, dificuldades, as coisas acontecem numa rapidez que enche meu baú com tantas histórias que sempre tenho alguma coisa pra contar.
E só tenho que agradecer. Os amigos que eu tenho, pessoas que chegam de repente e acabam encontrando na minha amizade, na minha forma de lidar com a vida um porto seguro, onde sabem que podem voltar quando os mares estiverem turbulentos. Amigos que compartilham comigo um pouco de suas vidas, de seus sonhos e que também se tornam verdadeiros oásis no meio do deserto, quando a minha alma precisa de refrigério.
E assim, olhando para partes fragmentadas de minha vida, vejo que cada peça se encaixa, que tudo está, aonde deveriam estar e que só tenho que celebrar cada pequeno momento, pois são desses momentos que construímos a nossa história, a nossa vida. E o melhor da vida é viver.
Elliana Garcia
O Valor de um abraço

Ao final da entrevista fui conhecer aquela mulher. Não era feia esteticamente, embora tivesse os olhos sem brilho, ofuscados pelas agruras da vida. Ao me despedir, ela me olhou e perguntou: posso te pedir mais uma coisa? Talvez você não possa me dar.
Será que ela queria minha bolsa, roupa, dinheiro? Na dúvida, respondi sim.
Ela me pediu um abraço.
Antes de ir trabalhar eu havia lavado o cabelo, tomado banho com um sabonete líquido cheiroso, passado creme no corpo, usado um perfume que amo. E aquela mulher que há dias não tomava banho me pedindo um abraço?
Eu fiz o que tinha que ser feito. Seu cheiro não era dos melhores, mas eu não podia negar esse pedido. Abri os braços e primeiro deixei ela me abraçar, depois meus braços a envolveram e a abracei também. Depois do abraço, ela enxugou uma lágrima, mas já tinha outro brilho no olhar e me disse. É que gosto de dar abraço e faz tanto tempo que não ganho um. Obrigada por me abraçar.
Meu coração se derreteu naquele momento e comecei a chorar. Com tanta dificuldade, dormindo na rua, aquela mulher poderia me pedir qualquer coisa, mas me pediu um abraço.
Agradeço a Deus por ter um trabalho que amo, por fazer o que sempre quis fazer e por ter a oportunidade de encontrar pessoas que ainda vê que os bens mais valorosos que temos não podem ser comprados, como um abraço por exemplo. Esse abraço não fez bem só a ela, fez a mim também...
*Elliana Garcia
Mercado Municipal de São Paulo
Sabor, beleza e história
Por Elliana Garcia
Com uma área de 12,6 mil metros quadrados, o prédio em estilo neoclássico, projetado pelo escritório do engenheiro e arquiteto Ramos de Azevedo, começou a ser construído na região central da capital paulista em 1928. Quando ficou pronto, em 1932, foi usado como depósito de armas e munições pelos revolucionários constitucionalistas. A inauguração só aconteceu em 25 de janeiro de 1933. Hoje, o local, que possui vitrais coloridos que mostram cenas do campo, como a lida com o gado e colheita do café, movimenta diariamente 350 toneladas de produtos e recebe aproximadamente 14 mil pessoas por dia: comerciantes, amantes da gastronomia, turistas de todos os cantos do País, donas de casa, visitantes eventuais, gourmets, entre outras, que encontram no mercado diversidade de produtos, de várias partes do mundo. Até o Rei Harald 5º, da Noruega, em sua primeira visita oficial ao Brasil, em 2003, não resistiu e foi experimentar as delícias do lugar, famoso internacionalmente pelos bolinhos e pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela.
A pitaya, fruta de origem chinesa ou colombiana, por exemplo, é uma que atrai o nosso olhar. Parecida com a alcachofra, possui três variedades: a rosada por fora com a parte interna branca, a rosada por fora com a parte interna vermelha e a amarela, que por dentro é branca. Suas sementes parecem com a do kiwi. Pesa de 150 a 600 gramas e possui gosto adocicado, que lembra o melão. Pode ser ingerida crua ou utilizada para fazer suco ou vinho. Azedo mesmo é só o valor da fruta, que dependendo da origem pode custar até R$ 120 o quilo.
Outra fruta bastante exótica é o mangostin, ou a fruta da rainha. De origem asiática, lembra a nossa popular fruta do conde e a colombiana granadilha, que parece um maracujá. É possível também encontrar umbu - fruto originário do Nordeste brasileiro, utilizado para sucos, geléias e doces -, licuri - um coco pequeno do sertão da Bahia -, além de frutos da Amazônia, morangos americanos e frutas desidratadas.
Impossível não ficar tentada a parar em cada banca. Seja pela recepção animada dos vendedores, ou pela tentação em provar tudo que se vê pela frente. Carnes, embutidos, defumados, queijos diversos, alcaparras, grãos, pimenta, temperos, bacalhau da Noruega, azeitonas chilenas e gregas, castanhas, vinhos, azeites raros, doces árabes, chocolates. Um pedacinho de cada parte do mundo sendo representado nesse pedaço do paraíso.
Reforma
Nos anos 70, o Mercadão passou por uma crise e foi cogitada a sua demolição. Comerciantes e simpatizantes lutaram e, em 2004, aconteceu a maior reforma do local, que ganhou mezanino de 2 mil metros quadrados, destinado à praça de alimentação, com 8 restaurantes, espaço gourmet - com cozinha equipada para aulas de culinária e eventos ligados à gastronomia -, e um local reservado para shows musicais, apresentações teatrais, feiras de artesanato e eventos diversos, que atraem os mais variados públicos.
Leonardo Chiappetta, de 56 anos, conheceu o Mercadão aos 10 anos. Ele acompanhava o avô, Carlo Chiappetta, imigrante italiano que veio tentar a sorte no Brasil no início do século passado. Em 1908, o avô fundou o Empório Chiappetta. Com a inauguração do mercado, em 1933, o estabelecimento mudou para lá. O pai do então menino Leonardo herdou os negócios da família. O garoto, a princípio, não queria fazer o mesmo que seus antepassados. Formou-se em engenharia mecânica e tornou-se um empresário bem-sucedido. Mas o amor e a tradição familiar falaram mais alto. Ele vendeu a empresa e deu sequência ao negócio iniciado pelo avô.
O comerciante nos conta várias histórias, entre elas a dificuldade dos imigrantes para encontrar produtos provenientes de seus países de origem. A abertura do Mercadão tinha esse intuito, de suprir a população. “O mercado era um pouco distante para muitas pessoas, mesmo assim, elas frequentavam o local duas vezes por dia. Por não terem refrigerador em casa, compravam pela manhã o que iriam utilizar no almoço e retornavam à tarde para comprar o que fariam para o jantar. Era a melhor forma de se obter produtos frescos”, lembra.
Além da tradição do negócio da família, passada de pai para filho, pergunto que lição Chiappeta herdou do avô e do pai: “Assim como eles, passei por vários momentos difíceis. Por diversas vezes a água das enchentes chegou a 1,2 metro de altura no mercado. Perdemos tudo. Mas sempre buscamos forças para recomeçar.” E é essa força de recomeçar sempre que tem perpetuado a história dessa família em São Paulo e de seu estabelecimento, fundado há 102 anos.
Visitas
O espaço também tem o serviço de visitas monitoradas, num roteiro com duração de 2 horas que acontece às terças, quartas e quintas. Para participar dessas visitas é necessário agendar com antecedência de pelo menos 24 horas. O telefone é (11) 3313-2444. Outras informações: www.mercadomunicipal.com.br .