segunda-feira, 26 de julho de 2010
Heróis de Verdade
Encontrando motivos para sorrir
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Quando os ipês florescem
E quando avistar um ipê, lembre-se disso. É hora de deixar renascer seus sonhos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
O Valor da amizade
Nos conhecemos quando tínhamos entre três e quatro anos de idade, mas a nossa amizade se fortaleceu mesmo algum tempo depois. Essa amiga faz parte de minha história, está presente em vários capítulos de minha vida e marcou os momentos mais preciosos de minha existência.
Temos várias histórias hilárias e o valor da sua amizade vai além de qualquer coisa.
Nos apaixonamos pelo mesmo homem e nunca disputamos o amor dele, pois a nossa amizade estava em primeiro lugar.
Lembro dos livros que líamos. Júlia, Sabrina, Bianca e assim como nas histórias sonhávamos com um príncipe encantado que iria nos fazer feliz para sempre.
A fantasia sempre foi um lugar mais aconchegante do que a nossa realidade.
A vida tratou de nos separar fisicamente, mas arrumamos um jeito de estarmos sintonizadas. Trocávamos cartas, sabíamos de tudo uma da outra, e uma saudade que aumentava a cada dia.
O tempo foi passando, a cartas ficando cada vez mais raras. Mas a nossa amizade sempre ultrapassou todas as barreiras. Muitas vezes nos víamos no aeroporto, entre um embarque e outro.
Construímos outras histórias, vivemos amores, tivemos decepções e um desses amores que resolveu sair da sua história, deixou a minha amiga arrasada. Achei que jamais ela fosse amar novamente.
Mas Zel continuou acreditando e praticando a arte de transformar a derrota em vitória, a coragem de ser ela mesma e amar de novo.
O final da história de minha amiga parece extraído de um dos romances que líamos na adolescência. Uma igreja simples, mais de 400 A. C em Roma, na Itália, foi o local para selar a união dela com o Luca, um verdadeiro príncipe italiano que chegou nem cedo, nem tarde demais, mas no momento certo para fazê-la feliz.
Fiquei emocionada ao ver a foto de seu casamento e mais feliz ainda por essa amiga me mostrar que apesar das dores, decepções, vale a pena acreditar no amor, na amizade, dar uma oportunidade a si mesma e tentar quantas vezes for preciso para ser feliz.
Elliana Garcia
domingo, 18 de julho de 2010
Há Males que vem para o bem

sábado, 17 de julho de 2010
De frente pro Espelho
Não Desista dos Seus Sonhos

sexta-feira, 16 de julho de 2010
Celebrando a Vida
E percorrendo mentalmente todo o percurso por onde trilhei durante esses anos, percebi entre tantas dores e decepções, algo extraordinário; a minha capacidade de sonhar, de sempre enxergar alguma coisa boa, de mesmo por debaixo dos escombros, avistar um resquício de luz, da capacidade para juntar os cacos, polir o quebrado e refazer a vida sempre.
Nessas andanças por caminhos tão meus, descobri tantas nuances de mim mesma que se a minha vida fosse uma colcha de retalhos diria que muitas partes foram remendadas; E mesmo pedaços, costurados em épocas e com estampas diferentes estão em total sincronia com tudo que sou. Não há cor opaca, desbotada, parece que a cada dia a colcha de minha vida ganha mais cor, vivacidade, pois tenho buscando as coisas do alto, fortalecendo o meu espírito e querendo sempre, ser alguém melhor.
Hoje, tenho maturidade para transformar os erros em aprendizados, pois apesar das turbulências, dificuldades, as coisas acontecem numa rapidez que enche meu baú com tantas histórias que sempre tenho alguma coisa pra contar.
E só tenho que agradecer. Os amigos que eu tenho, pessoas que chegam de repente e acabam encontrando na minha amizade, na minha forma de lidar com a vida um porto seguro, onde sabem que podem voltar quando os mares estiverem turbulentos. Amigos que compartilham comigo um pouco de suas vidas, de seus sonhos e que também se tornam verdadeiros oásis no meio do deserto, quando a minha alma precisa de refrigério.
E assim, olhando para partes fragmentadas de minha vida, vejo que cada peça se encaixa, que tudo está, aonde deveriam estar e que só tenho que celebrar cada pequeno momento, pois são desses momentos que construímos a nossa história, a nossa vida. E o melhor da vida é viver.
Elliana Garcia
O Valor de um abraço

Ao final da entrevista fui conhecer aquela mulher. Não era feia esteticamente, embora tivesse os olhos sem brilho, ofuscados pelas agruras da vida. Ao me despedir, ela me olhou e perguntou: posso te pedir mais uma coisa? Talvez você não possa me dar.
Será que ela queria minha bolsa, roupa, dinheiro? Na dúvida, respondi sim.
Ela me pediu um abraço.
Antes de ir trabalhar eu havia lavado o cabelo, tomado banho com um sabonete líquido cheiroso, passado creme no corpo, usado um perfume que amo. E aquela mulher que há dias não tomava banho me pedindo um abraço?
Eu fiz o que tinha que ser feito. Seu cheiro não era dos melhores, mas eu não podia negar esse pedido. Abri os braços e primeiro deixei ela me abraçar, depois meus braços a envolveram e a abracei também. Depois do abraço, ela enxugou uma lágrima, mas já tinha outro brilho no olhar e me disse. É que gosto de dar abraço e faz tanto tempo que não ganho um. Obrigada por me abraçar.
Meu coração se derreteu naquele momento e comecei a chorar. Com tanta dificuldade, dormindo na rua, aquela mulher poderia me pedir qualquer coisa, mas me pediu um abraço.
Agradeço a Deus por ter um trabalho que amo, por fazer o que sempre quis fazer e por ter a oportunidade de encontrar pessoas que ainda vê que os bens mais valorosos que temos não podem ser comprados, como um abraço por exemplo. Esse abraço não fez bem só a ela, fez a mim também...
*Elliana Garcia
Mercado Municipal de São Paulo
Sabor, beleza e história
Por Elliana Garcia
Com uma área de 12,6 mil metros quadrados, o prédio em estilo neoclássico, projetado pelo escritório do engenheiro e arquiteto Ramos de Azevedo, começou a ser construído na região central da capital paulista em 1928. Quando ficou pronto, em 1932, foi usado como depósito de armas e munições pelos revolucionários constitucionalistas. A inauguração só aconteceu em 25 de janeiro de 1933. Hoje, o local, que possui vitrais coloridos que mostram cenas do campo, como a lida com o gado e colheita do café, movimenta diariamente 350 toneladas de produtos e recebe aproximadamente 14 mil pessoas por dia: comerciantes, amantes da gastronomia, turistas de todos os cantos do País, donas de casa, visitantes eventuais, gourmets, entre outras, que encontram no mercado diversidade de produtos, de várias partes do mundo. Até o Rei Harald 5º, da Noruega, em sua primeira visita oficial ao Brasil, em 2003, não resistiu e foi experimentar as delícias do lugar, famoso internacionalmente pelos bolinhos e pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela.
A pitaya, fruta de origem chinesa ou colombiana, por exemplo, é uma que atrai o nosso olhar. Parecida com a alcachofra, possui três variedades: a rosada por fora com a parte interna branca, a rosada por fora com a parte interna vermelha e a amarela, que por dentro é branca. Suas sementes parecem com a do kiwi. Pesa de 150 a 600 gramas e possui gosto adocicado, que lembra o melão. Pode ser ingerida crua ou utilizada para fazer suco ou vinho. Azedo mesmo é só o valor da fruta, que dependendo da origem pode custar até R$ 120 o quilo.
Outra fruta bastante exótica é o mangostin, ou a fruta da rainha. De origem asiática, lembra a nossa popular fruta do conde e a colombiana granadilha, que parece um maracujá. É possível também encontrar umbu - fruto originário do Nordeste brasileiro, utilizado para sucos, geléias e doces -, licuri - um coco pequeno do sertão da Bahia -, além de frutos da Amazônia, morangos americanos e frutas desidratadas.
Impossível não ficar tentada a parar em cada banca. Seja pela recepção animada dos vendedores, ou pela tentação em provar tudo que se vê pela frente. Carnes, embutidos, defumados, queijos diversos, alcaparras, grãos, pimenta, temperos, bacalhau da Noruega, azeitonas chilenas e gregas, castanhas, vinhos, azeites raros, doces árabes, chocolates. Um pedacinho de cada parte do mundo sendo representado nesse pedaço do paraíso.
Reforma
Nos anos 70, o Mercadão passou por uma crise e foi cogitada a sua demolição. Comerciantes e simpatizantes lutaram e, em 2004, aconteceu a maior reforma do local, que ganhou mezanino de 2 mil metros quadrados, destinado à praça de alimentação, com 8 restaurantes, espaço gourmet - com cozinha equipada para aulas de culinária e eventos ligados à gastronomia -, e um local reservado para shows musicais, apresentações teatrais, feiras de artesanato e eventos diversos, que atraem os mais variados públicos.
Leonardo Chiappetta, de 56 anos, conheceu o Mercadão aos 10 anos. Ele acompanhava o avô, Carlo Chiappetta, imigrante italiano que veio tentar a sorte no Brasil no início do século passado. Em 1908, o avô fundou o Empório Chiappetta. Com a inauguração do mercado, em 1933, o estabelecimento mudou para lá. O pai do então menino Leonardo herdou os negócios da família. O garoto, a princípio, não queria fazer o mesmo que seus antepassados. Formou-se em engenharia mecânica e tornou-se um empresário bem-sucedido. Mas o amor e a tradição familiar falaram mais alto. Ele vendeu a empresa e deu sequência ao negócio iniciado pelo avô.
O comerciante nos conta várias histórias, entre elas a dificuldade dos imigrantes para encontrar produtos provenientes de seus países de origem. A abertura do Mercadão tinha esse intuito, de suprir a população. “O mercado era um pouco distante para muitas pessoas, mesmo assim, elas frequentavam o local duas vezes por dia. Por não terem refrigerador em casa, compravam pela manhã o que iriam utilizar no almoço e retornavam à tarde para comprar o que fariam para o jantar. Era a melhor forma de se obter produtos frescos”, lembra.
Além da tradição do negócio da família, passada de pai para filho, pergunto que lição Chiappeta herdou do avô e do pai: “Assim como eles, passei por vários momentos difíceis. Por diversas vezes a água das enchentes chegou a 1,2 metro de altura no mercado. Perdemos tudo. Mas sempre buscamos forças para recomeçar.” E é essa força de recomeçar sempre que tem perpetuado a história dessa família em São Paulo e de seu estabelecimento, fundado há 102 anos.
Visitas
O espaço também tem o serviço de visitas monitoradas, num roteiro com duração de 2 horas que acontece às terças, quartas e quintas. Para participar dessas visitas é necessário agendar com antecedência de pelo menos 24 horas. O telefone é (11) 3313-2444. Outras informações: www.mercadomunicipal.com.br .