quinta-feira, 11 de abril de 2013

Capitão de minha alma


Do fundo desta noite que persiste
Negra como um breu de ponta a ponta,
Eu agradeço, a quem forem os deuses
Por minha alma incansável.

Nas garras do destino e circunstâncias
Eu não fiz cara feia ou sequer gritei.
Sob as pauladas da sorte
Minha cabeça está sangrenta, mas não rebaixada.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Não importa o quão estreito seja o portão,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou o mestre de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma.




Poema de Autor: William E Henley
Um dos preferidos de Nelson Mandela e que foi citado duas vezes no filme Invictus.

4 comentários:

  1. Elliana, adorei o poema. Muito bem escolhido para a partilha. Quando eu vi a observação sobre Nelson Mandela, então me admirei mais ainda.
    Um beijo
    Manoel

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  2. Lili:
    Gostei da última estrofe.
    Mas gostei mais ainda da gafe que você deixou em comentário lá no meu blog.
    Eu é que não acreditei que você usou um par de botas erradas durante semanas, rsrsrsrs.
    Isso não é um mico, é um gorilão, rsrsrsrs.
    Ainda bem que pelo menos no fim da história, o final foi feliz.
    Bjs.:
    Sil

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  3. Elliana, seu poema é lindo! A parte que mais gostei foi a última estrofe! "Eu sou o capitão da minha alma".

    Lindo, lindo!

    Meu carinho! :)

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