sábado, 29 de janeiro de 2011

A arte de ser feliz















Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.

Outras vezes encontro nuvens espessas.

Avisto crianças que vão para a escola.

Pardais que pulam pelo muro.

Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.

Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.

Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.


Ás vezes, um galo canta.

Às vezes, um avião passa.

Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.

E eu me sinto completamente feliz.


Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,

que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,

outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,

finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.



Cecília Meireles

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Decisão


Chega uma hora em que temos que tomar decisões. Encarar a realidade de frente e pontuar o que de fato é importante para a nossa vida.

Sei que muitas vezes, onde parece haver um ponto final, Deus puxa uma vírgula e da seqüência á nossa historia.

Mas em outros momentos é preciso tiras as reticências e, no lugar das virgulas, colocar um ponto final, para seguir em frente e construir novas historias.


*Elliana Garcia

Desistindo de amar


Quantas frases lindas

Arquivadas no peito

Esperando há tanto tempo

Esse alguém que nunca vem.


Para quê tantos olhares

Flamejados de amor

Se depois só restara a dor

De não ter o que esperar.


Esse alguém já foi tão amado

Mas um coração magoado

Foi só o que restou.


Vou desistir

Vou desistir de amar.

Não quero mais chorar

E nem viver triste assim.


Do livro Céu de Estrelas de Elliana Garcia





sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

As crises passam


As crises passam, mas o amor sempre tem que estar firme, para enfrentar fortes tempestades e viver fartas colheitas.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Essa sou eu

Quando olho à minha frente vejo um mundo desconhecido, um mundo que me instiga a querer descobrir, a superar, a conquistar. Tenho medo, receio. Ele não é tão lindo quanto parece ser. Não é tão fácil como queria que fosse. Mas é tão real e intenso. Descobri que os amores eternos acabam. Que a melhor amiga muda de nome. Que o colégio termina, mesmo parecendo não ter fim, e depois dele, tudo passa correndo.

Sou humana. Tenho cabeça, corpo e coração. A minha beleza está onde poucos podem ver, nessa capacidade de sentir.

Minha moda não está no que visto, mas na maneira que me porto. Me entrego, me doo, me machuco, mas se cair, levanto de novo! Isso esta na moda!

Minhas mãos alcançam onde nunca pensei alcançar. Cresço e aprendo a cada dia e me surpreendo comigo mesma.

Sou confiante, mas não sou boba. Sou ingênua, mas não sou burra. Sou criança, mas não imatura; sou uma pessoa de riso fácil, mas o choro não tem dificuldade alguma pra sair.

Pernas pra que te quero! Vou ate onde quero ir, e espero nunca passar do lugar certo. E por mais que na minha frente tenham vários caminhos, que eu escolha o que me faca mais feliz, e junto comigo estejam meus amigos e família.

Sou menina com corpo de mulher, mulher com cara de menina. Sou uma menina, com sonhos e histórias de contos de fadas para acreditar. Mas sou mulher para viver o meu presente.

Acredito nos sonhos, mas não vivo deles. Sou complexa e simples; sou confusa mas determinada, histérica e paciente. Tenho bom gosto, mas não sou chique! Sou amiga, e amiga em todos os momentos.

O horizonte é o meu foco, e a vida minha bagagem. Eu busco, me perco, corro, paro, ando, e chego. Eu me arrumo, mas não me sufoco. Eu sou transparente e verdadeira, isso HOJE! E amanhã também.

Sou iluminada e agradeço todo dia por isso. Mas é o amor que me move! Não me divido em duas, não me doo pela metade.

Não sou tua quase amiga, nem teu quase amor. Não desisto nunca, que ótimo! Por que o amor me encontra quando acho que não posso encontrá-lo.

Amo minha vida, meus amigos, minha família, meu gato, amo a pessoa que me tornei, obrigada meu Deus!


Texto de minha amiga Renata Abreu de Avaré.
Mas acredito que todas nós meninas mulheres nos identificaremos. Valeu Rê!!!



domingo, 2 de janeiro de 2011

Plantando Sementes

Em 2009, fui trabalhar em uma empresa como Analista de Recursos Humanos. Além de dar palestras motivacionais, treinava os vendedores e ajudava na contratação de novos profissionais que deviam ter pelo menos o segundo grau completo.

Comigo, trabalhava a Vanessa, que um dia foi até a minha sala, me entregou um currículo e pediu que eu conversasse com uma moça. Não me recordo agora o nome dela, vou chamá-la de Camila.

Ao olhar o currículo da garota de 16 anos que estava cursando a sexta série do primeiro grau, meu primeiro pensamento foi de que ela não era compatível para o cargo. Mas ao saber de sua historia mudei de opinião.

Camila tinha mais 3 irmãs maiores. Sua mãe havia morrido quando ela ainda era um bebê e seu pai morrera, quando ela tinha por volta de 11 anos. Ninguém conseguia localizar a sua certidão de nascimento e tampouco sabia onde ela fora registrada. Por conta disso, ficou anos tentando na Justiça, obter uma nova certidão de nascimento.

Quando a conheci, ela estava tentando recuperar a vida e me pedia uma chance. Necessitava de um emprego. Comovida com a história, convenci o RH a dar-lhe uma oportunidade. E assim foi feito. Saí dessa empresa e retomei a minha profissão de jornalista.

No início de 2011 recebi uma mensagem no meu celular. Era alguém me agradecendo, pois estava construindo uma nova história por uma oportunidade que lhe dei anos atrás.

Era a Fernanda, outra garota que eu havia ajudado. Não me recordava dela, mas liguei em seguida para lhe dizer que quem estava agradecida era eu, por ver na prática que, toda ação tem uma reação e se essa ação for do bem, o resultado será um gostinho de felicidade no peito, por saber que bastam apenas pequenos gestos para mudar a vida de alguém.

Que em 2011, você também realize, não somente os seus sonhos, mas, os de outras pessoas.

Beijos da Lilli

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Hagar

Ela foi rejeitada, mas não abandonada



Hagar tinha todos os motivos para passar o resto da vida lamentando. Ela era a serva egípcia de Sara e foi forçada por sua dona a dar um filho a seu marido, Abraão.

Ao engravidar do marido de sua patroa, o ego de Hagar fica inflado e ela começa a desprezar sua senhora, que era estéril. Sara fica possessa com a petulância de Hagar e dá um ultimato a Abraão. Ele responde: “A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer...” (Gênesis 16.6)

Sara, então, humilha Hagar e ela, com medo, foge da presença de sua senhora, indo refugiar-se no deserto. Lá, é encontrada por um anjo, que a aconselha a voltar e pedir perdão. Ainda no deserto, Hagar recebe a promessa de que a sua descendência seria numerosa.

Em uma passagem, diante de tanta dor, Hagar diz: “... Tu és Deus que vê...” (Gênesis 16.13) Ela volta então para casa.

Os anos passam. Tudo parecia estar bem. Sara havia concebido Isaque e estava feliz da vida. Mas quando Ismael, o filho de Hagar, caçoa de seu primogênito, a fúria de Sara entra em erupção e, mais uma vez, ela pede que Abraão faça alguma coisa.

Ele despede Hagar e seu filho Ismael sem nenhum direito. Sem casa e comida, mãe e filho vivem a peregrinar pelo deserto (leia Genêsis 21. 8-21). Hagar afasta-se do filho para não vê-lo morrer de fome.

Seu sofrimento é intenso. Começara a vida como serva e no momento em que tudo parecia que ia mudar, deixou que o orgulho tomasse conta do seu coração e seus castelos ruíram. Mas ouviu a voz de Deus e pediu perdão. Depois de anos, em que tudo parecia ir bem, de repente, ela se encontrava naquele deserto, vendo o seu único filho, a única coisa que ela podia dizer que tinha, quase morrendo de fome.

O Deus que vê

O que ela havia feito. Onde havia errado? A quem recorrer? Será que Deus via seu sofrimento? Quem nunca se sentiu assim, no meio de um deserto ou enfrentando situações em que parece que ninguém nos vê, ninguém se importa com o nosso sofrimento, com as nossas lágrimas?

Com o coração entristecido e chorando muito, Hagar lembrou-se do Deus que tudo vê. E esse Deus mostrou mais uma vez para ela que o mundo poderia rejeitá-la, mas Ele jamais iria abandoná-la.

O que podemos aprender com Hagar

Não importa onde estejamos. Os olhos de quem tudo vê, enxergam o que vai no fundo de nossa alma, conhece as nossas dores e aflições e, quando chegamos no auge do desespero, Ele diz: “... Que tens? Não temas...” (Gênesis 21. 17)

Não importa a luta que passamos, se nossa herança foi roubada, ou se de repente ficamos sem chão ou a mercê dos infortúnios da vida. Há um Deus que faz o impossível acontecer. E que vai ao deserto só para nos encontrar.

Se muitas vezes fomos rejeitados e quando, aparentemente, as coisas não saem do jeito que esperamos que saiam, ainda assim confiemos na promessa Daquele que perdoa pecados e que não nos abandona. Mesmo que estejamos atravessando um deserto, Ele estará conosco, abrindo poços de água para matar a nossa sede.

Que assim como Hagar, não deixemos que a prepotência ou o orgulho se tornem maiores que os nossos sonhos. Não é por que crescemos em algum setor que temos que humilhar quem está em uma situação desfavorável. Por outro lado, se formos humilhados, lembremos que há alguém que olha por nós, que está sempre intercedendo a nosso favor e jamais irá nos desamparar.

A Bíblia relata que Deus abriu os olhos de Hagar para que visse um poço de água no meio do deserto. Que nós também possamos abrir os olhos para enxergar as maravilhas de Deus para nossas vidas. Pois só no meio do deserto é que temos a chance de encontrar um oásis.

Por Elliana Garcia- Texto publicado originalmente no Arca Universal
http://www.arcauniversal.com/emfoco/mundocristao/noticias/hagar-3016.html

A Juíza Débora

Ela exerceu o poder com sabedoria e humildade


É só entrar em qualquer livraria que depararemos com inúmeros títulos direcionados para a mulher moderna, que trabalha, estuda, é mãe, esposa e profissional. Muitos desses livros, no entanto, não contêm subsídios que possam dar um direcionamento coerente para a mulher cristã. Por que então não recorrer à Bíblia? Nas páginas do Livro Sagrado podemos encontrar histórias inspiradoras de mulheres, que, embora tenham vivido milhares de anos antes de nós, ainda assim, em nada diferem das mulheres contemporâneas.

Através de atitudes sábias, elas podem nos ensinar a aliar trabalho e casamento e principalmente, a ouvir a voz de Deus e seguir uma vida de acordo com a temática cristã. Por isso, iniciamos essa série "Mulheres da Bíblia".

Já que atualmente grande parte das mulheres tem profissão, trabalha fora e cumpre dupla jornada, a nossa primeira personagem será Débora, que foi a única mulher na Bíblia a exercer o cargo de juíza em Israel.

Débora foi uma mulher à frente do seu tempo. Ela é um exemplo de emancipação feminina, em uma sociedade, onde a mulher não tinha tanto destaque na vida profissional. Com sabedoria, ela escreveu seu nome na história Bíblica como juíza, sem deixar de lado o amor à família e à humildade.

No Livro de Juízes, capítulo 4, começa a narrativa dessa mulher forte e corajosa. "Débora julgava a Israel naquele tempo. Ela atendia debaixo da palmeira de sua casa entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo."

Não sabemos de onde ela veio. A Bíblia conta apenas que, descontente em ver o povo de Israel nas mãos dos inimigos, ela se levantou para lutar por eles.

Juízes 5.7. "Ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel."

Sua história antes de ser juíza, é desconhecida, mas ela conquistou o respeito do povo, era temente a Deus e além de agir com sabedoria, agia principalmente com amor.

Débora também era casada com um homem chamado Lapidote. A Bíblia não relata, mas provavelmente deveria ter filhos.

Outra característica marcante dessa mulher era ser segura e confiante. Tanto que Baraque, responsável pelo Exército de Israel, disse que só iria para a batalha se Débora fosse junto.

Juízes 4. 8: "Então lhe disse Baraque: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei."

Ela tinha o poder em suas mãos, era uma líder, mas não usava de presunção, orgulho ou altivez. A Bíblia nos leva a crer que ela era submissa no sentido de não deixar que a sua doçura fosse ofuscada pelo cargo que ocupava.

Juízes 5. 9: "Meu coração se inclina para os comandantes de Israel, que, voluntariamente, se ofereceram entre o povo;"


O que podemos aprender com ela?

Débora soube conciliar a vida profissional com a vida pessoal. Exerceu funções de poder, mas não deixou que a emancipação, a liberdade, prejudicassem a sua essência feminina permeada por amor, doçura, mansidão e humildade.

Sem o apoio de Débora, o experiente Baraque não teria ido à luta, tampouco teria vitória, mostrando que sem o incentivo e a sabedoria da mulher, não há vitória em nenhum setor da vida.

Débora se levantou e se colocou à disposição de Deus e foi usada por Ele para libertar e dar vitória a seu povo.

No final ela exclamou: "Porém os que te amam brilham como sol quando se levanta no seu esplendor."Juízes 5-3.

Quem ama a Deus em primeiro lugar e busca a Sua direção, brilha em todas as áreas da vida.

Por Elliana Garcia - Texto originalmente publicado no Arca Universal


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Corrente do Bem

Meus amigos, leitores, quero fazer um pedido especial a cada um de vocês. Leia por favor até o fim.

Você tem sonhos? Se alguém chegasse e realizasse o seu sonho principalmente nessa época de natal não seria o máximo?

Por isso peço a sua ajuda. Vamos formar uma corrente do bem?

Nessa época natalina, muitas crianças carentes escrevem para o papai noel pedindo um presente.

Eles não pedem uma viagem para a Disney, tampouco coisas surreais. Muitos pedem uma bola, um panetone, uma boneca, um chinelo, uma roupa.

Pois é queridos, fiquei sensibilizada com essas histórias e por isso convido vocês para participarem junto comigo dessa corrente do bem.

Como participar

Vá a uma agência dos Correios, escolha uma cartinha e apadrinhe uma criança. O presente deve ser entregue em uma agência que gratuitamente fará com que ele chegue ao destinatário.

E aí, vamos ajudar? Vamos fazer parte dessa corrente do bem?

Espalhe essa idéia.
http://www.correios.com.br/papainoelcorreios2010/

Bjus da Lilli

sábado, 20 de novembro de 2010

Retorno da Alegria


Quando as luzes da cidade
forem ofuscadas
pelo briho do raiar
da aurora...
Irei sentir total felicidade
pela primeira vez
depois que fostes embora.

Por que assim que raiar esse dia
Eu vou sentir no peito a alegria
retornar depois daquele adeus.

*Elliana Garcia

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A dor que dói mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

(Texto de autoria de Martha Medeiros)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Força Interior


A vida é belíssima, mas não é tão simples vivê-la.

Às vezes, ela se parece com um imenso jardim.

De repente a paisagem muda e ela se apresenta árida como um deserto ou íngreme como as montanhas.

Independentemente dos penhascos que temos de escalar,

cada ser humano possui um força incrível.

E muitos desconhecem que a possui.



(Augusto Cury)

domingo, 17 de outubro de 2010

Desabrochando Pra Vida


"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores". (Cora Coralina)



Tenho flores na sacada do meu quarto. Na correria do dia-a-dia, deixei -as sem o devido cuidado. Uma delas, que dias antes estivera tão florida, se transformou em um pedaço de galho seco. Podei, fiz de tudo para que renascesse e nada. Cortei toda a planta e deixei o vaso num canto para reutilizá-lo. Alguns dias depois sem nenhuma explicação, uma flor desabrochou no meio daquele vaso. Não havia galhos, folhas, nada! Apenas uma flor pequenina dando o ar de sua graça.

Muitas vezes também achamos que chegamos ao fim. Que não há mais nada a ser feito. Deixamos murchar a alegria de viver e passamos um longo tempo como um galho seco, só ocupando espaço, sem dar flores ou frutos. Mas a própria natureza nos mostra que é preciso renascer.

É no meio das frustrações que devemos aguçar a esperança e é regando essa esperança, que teremos uma nova oportunidade para reescrever a nossa história.

A vida é um eterno recomeçar. Ou recomeçamos, ou nos enterramos vivos. Portanto, sempre é tempo de caminhar e acreditar em dias melhores.

Mesmo que no percurso tenhamos que podar os nossos sonhos pela raiz, isso não impede que novos brotos possam aparecer ou que possamos plantar novas sementes.

Viver é ir além. É acreditar sempre. Mesmo que tenhamos que ir a poente, onde tudo finda, possamos levar a aurora do renascimento, da certeza de que não dá pra ficar vendo a vida passar, é preciso seguir em frente, sem jamais pensar em desistir.

Elliana Garcia

domingo, 10 de outubro de 2010

Agradeça Mais

"O sentimento de gratidão é precioso demais". Essa frase que uma amiga me mandou me fez repensar se tenho realmente agradecido a Deus pelas conquistas, ou me detido apenas nos pedregulhos que surgem no meu caminho.

Quando falo de gratidão, uma imagem vem a minha mente.

De um amigo que tenho. Foi amor à primeira vista. A partir daí, começamos a nos falar, conversar, conhecer a vida um do outro, partilhar sonhos, estreitar a amizade e um carinho que só crescia.

No meio de um vendaval que passou pela minha vida, pude ouvir a sua voz e sua mão sendo estendida quando eu mais precisava de socorro. Disse-lhe obrigado por várias vezes, mas meu coração ainda ansiava dizer-lhe mais.

Uma vez, fui acompanhá-lo a um programa de tv e alguns minutos antes dele entrar no ar, olhei em seus olhos e disse-lhe: "quero te agradecer imensamente por ter me ajudado quando eu estava precisando. Para algumas pessoas nós devemos favor, para outras, gratidão".

Estávamos sentados lado a lado e pude sentir sua mãe apertar fortemente a minha e os seus olhos marejados de lágrimas disse-me: Você pode contar comigo sempre.

Não há palavras que possam expressar essa gratidão, esse amor, esse carinho que tenho por esse amigo.

O seu gesto de solidariedade só veio certificar o que já sei, que amigos a gente só conhece no momento da adversidade.

Por isso, levo em conta uma frase de Brian Dyson, ex- presidente da Coca-Cola que diz. “Apeguem-se às coisas que são queridas ao seu coração (entre elas os amigos). Sem elas a vida carece de sentido”.

E a minha tem uma cor especial, pois com amigos assim, que tem o dom de provocar reflexão e entusiasmo a minha vida e através de suas palavras, de sua arte e amizade, tenho reavivado a minha energia interior.

Há pessoas que passam pela nossa vida deixando marcas tão positivas que jamais iremos esquecer. E esse amigo é uma dessas pessoas inesquecíveis.

Por isso, agradeça sempre, agradeça mais,  por tudo e  principalmente pelos amigos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Viva o Presente


Tem muitas pessoas que se agarram ao passado. Outras vivem a imaginar um futuro povoado de incertezas, inseguranças, que deixa os nervos á flor da pele e o coração num turbilhão.

Figurativamente os nossos sentimentos estão ligados ao coração, mas claro que o que sentimos ou pensamos provém do cérebro. Costumo utilizar a seguinte figuração. Se a nossa cabeça está acima do nosso coração é por que devemos ter total controle sobre o que sentimos.

Mas o que tenho visto infelizmente, são pessoas trocando os pés pelas mãos literalmente falando, dançando um samba do crioulo doido em termos de emoções. Ou se apegam demais ao passado, ou se atém muito ao futuro e esquecem de viver o presente, que não poderia ter outro nome senão esse: PRESENTE.

E se é presente é para nos orgulharmos dele, é para vivermos intensamente, da melhor forma possível.

Viver pensando demais no amanhã e esquecer do "hoje" faz o coração vibrar no ritmo da ansiedade e só faz mal.

 Evite antecipar os fatos, deixe-os acontecerem naturalmente. Dê tempo às coisas e, principalmente, tempo à você.

O mundo não pára enquanto ficamos nos imaginando o pior dos seres, ou mentalizando coisas que jamais acontecerão.

Infelizmente, muitas pessoas estão reclusas, presas por seus complexos, aprisionadas por suas ansiedades e dessa forma deixam de vivenciar a etapa mais importante de suas vidas.
O Agora!
O presente!
O Hoje!
 Este Momento!



Elliana Garcia


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Cais da Solidão



Viajei pelo mar
da alegria.
Conheci a ilha
da felicidade
embarquei no navio
dos sonhos
enfrentei tempestades
de carinhos
maremotos de carícias
e ondas de desejos...

Avistei os recifes
de uma louca paixão.
Me escondei nos botes
da ilusão.

E não vi,
o tempo mudar
o amor se apagar
E eu aportar
No cais da solidão.

*Elliana Garcia

domingo, 12 de setembro de 2010

Acredite no seu sonho


Susan Boyle, ganhou fama e notoriedade no mundo inteiro ao se apresentar em um programa de novos talentos. Mas antes dela, outra pessoa também emocionou e continua emocionado milhares de pessoas pelo mundo não só com a sua voz, mas também com sua história. O nome dele é Paul Potts.

Paul foi um garoto humilde. Seu pai era um motorista de caminhão, a mãe caixa de um supermercado. Gordinho, com falhas nos dentes, tímido, tornou-se um sujeito solitário. Sempre fora alvo de surras dos colegas de escola. Por uma junção de fatores, sua autoestima não passava de zero.

Ele arrumou trabalho como vendedor de celulares, mas não era assim tão bom, no entanto fora o único emprego que encontrara depois do colégio. Dentro do seu coração no entanto, pulsava um sonho: ser cantor. Mas não verbalizava isso com medo de ser rechaçado pelas pessoas.

Durante muito tempo cantou apenas embaixo do chuveiro e nos fundos da loja onde trabalhava. Até que o patrão o ouviu cantar e o incentivou a lapidar esse sonho. Ele se matriculou em uma escola de música. Sem dinheiro, desistiu do curso e passou a treinar sozinho. Mais tarde, o mesmo patrão o incentivou a se inscrever no “Britain's Got Talent”, o programa Ídolos da Inglaterra. O mesmo que mostrou Susan Boyle ao mundo.

“Preenchi o formulário de inscrição online, mas hesitei antes de pressionar o botão de enviar. Esperei uma hora e decidi atirar uma moeda para o alto - cara eu entro, coroa não”, disse Paul.

E foi assim, com o destino respondendo afirmativamente que Paul teve a sua chance.

Nos bastidores, ele estava apreensivo e quando o chamaram para se apresentar foi recepcionado pelo olhar descrente dos jurados e da platéia que estava pronta para vaiá-lo.

Ao ser questionado sobre o que fora fazer ali, ele encheu-se de coragem e respondeu: Vim cantar Ópera.

Quando abriu a boca para cantar Nessun Dorma, ária de Giacomo Puccini, Paul, o homem tímido dava um grande passo na vida. Veja o vídeo dele. http://www.youtube.com/watch?v=eI2PqIRLf7E

Depois de uma apresentação emocionante, Paul foi aplaudido de pé, ovacionado em todos os momentos. Nascia ali um grande talento...

Ele ganhou a edição do programa, cantou para a Rainha da Inglaterra, gravou um CD que vendeu mais de 4 milhões de cópias e tem emocionando as pessoas com a sua voz.

Portanto, não deixe que as dificuldades atrofiem os seus sonhos. Exercite essa sua capacidade. Pincele forte nas cores da esperança. E quando for a hora de apresentar o seu trabalho para o mundo, haverá lugar para o reconhecimento, o aplauso, a emoção.

Paul demorou muito tempo para ver o seu sonho realizado. Só aos 36 anos pode deixar a incerteza de lado e ir em busca do que realmente queria. E ele só realizou um sonho, por que não desistiu dele.

Nossos sonhos podem até parecer que estão demorando para acontecer, mas quando lutamos e acreditamos, a vida se encarrega de fazer com que eles se realizem na hora certa.

Elliana Garcia

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não Desista de Lutar

“A dor é temporária. Desistir dura para sempre”.
(Lance Armstrong)

Quando conquistamos algo que desejamos, sentimos uma emoção inexplicável. Mas se em vez da vitória, a derrota é quem nos abraça, aí tudo muda. Ficamos com a sensação de que chegamos ao fim da linha. Que se dermos mais um passo, cairemos num abismo. Mas por incrível que pareça, os aparentes fracassos tem muito a nos ensinar. Os momentos tristes, de decepções, também têm o seu valor e depende da forma que você os encara.

Eu sei, que quando estamos no olho do furacão, tudo parece difícil. Não conseguimos vislumbrar uma saída viável quando surgem avalanches de problemas. O que fazer quando passamos por um momento de vergonha? Quando não avistamos mais nada do que um lago de incertezas e derrotas? É hora de abandonar tudo, desistir? Não. Se esse é o seu sonho, se você acredita nele, resista mais um pouco. Mesmo que as pessoas lhe digam pra mudar de rumo, que a desilusão seja uma companheira constante, insista.

Normalmente temos receio de revelar para os outros, ou para nós mesmos que não fomos capazes de concretizar algo que tentamos. Mas o medo pode ser uma fonte de inspiração para que você se sinta mais preparado.

Sei que sofremos quando fracassamos, ficamos abalados com os resultados negativos, nos sentimos um zero à esquerda. Mas não tenha vergonha de chorar quando for preciso. Não se envergonhe também em voltar atrás se errou o caminho. Admita suas imperfeições, reconheça os erros, fraquezas, mas não perca muito tempo. Pois vencer leva tempo, já para desistir, bastam alguns segundos.

Mesmo que nas batalhas da vida não recebas uma medalha, ou seu nome sequer figure entre os primeiros, jamais duvide de sua capacidade. Valorize as pequenas conquistas. Aquelas alçadas ao longo de sua vida. Pois o vencedor, não é só aquele que subiu ao pódio, mas também aquele, que apesar das contradições, decepções e barreiras persistiu.

No artigo A Força dos Campeões Roberto Shinyashiki diz que, “enquanto se estiver lutando por um objetivo ninguém pode dizer que você é um derrotado. Enquanto você estiver lutando sempre haverá uma nova oportunidade de virar o resultado. O fracasso só acontece para aqueles que desistem, porque no momento da desistência é que a partida realmente termina”.

E desistir, dura para sempre!


(Elliana Garcia)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu Ainda Te Amo


Não precisa me dizer que vai embora.
Eu já percebi nos teus olhos
que o amor, não mora mais no teu coração.

Foi tudo tão bom...
enquanto durou.
Foi maravilhoso...
Mas acabou...

Você vai me dizer adeus
E eu vou fazer o impossível
Para suportar a despedida
Com a partida do meu grande amor.

Não vou me iludir
com lembranças do passado.
Nem com sonhos que eu planejava
para o meu futuro tão distante...

Eu sei...
Agora não tem mais jeito.

Mas...EU AINDA TE AMO!

(Elliana Garcia)

domingo, 29 de agosto de 2010

Falando de Esperança


Já passei por várias situações difíceis. Mas uma delas foi tão terrível que a esperança foi à única tábua a que tive que me apegar para continuar vivendo.

Quando abria a porta da realidade, havia só um deserto a minha frente. Chegava até a avistar uma luz, uma nova paisagem, mas quando chegava perto, via que era apenas uma miragem.

Nada dava certo e a frustração se abateu sobre mim. Caí diante da derrota muitas vezes e olhava para todas as direções, na esperança de encontrar um porto seguro.

Um amigo que acompanhou toda a minha luta me disse: “ Eu sempre admirei esse teu otimismo. Vi o que você passou e jamais ouvi ou percebi qualquer sinal de desistência”.

Agora a minha vida está entrando nos eixos e posso dizer com convicção. Como cresci diante das adversidades. Olho para alguns momentos passados e me pergunto: Como consegui passar por tudo isso?

Portanto amados, sei por experiência própria o que é passar por situações adversas.

Não sei o que te aflige neste momento, mas posso dizer que também tive promessas despedaçadas. Respostas que não chegaram. Amigos que me disseram adeus. Planos que não se realizaram e sonhos que foram destruídos.

Tudo ao meu redor conspirava para que eu desistisse. Me senti fraca em vários momentos. Mas também eu dei um passo a mais e assim sucessivamente até chegar onde eu queria. Eu dei uma chance a mim mesma quando muitos já haviam desistido.

Mas nunca deixei de acreditar que eu poderia vencer. De que eu poderia chegar a um lugar melhor do que eu estava. Dei principalmente espaço para a fé e a esperança e assim, nos momentos onde eu estava mais fragilizada ela surgia como a nascente de um rio e ia aumentando de intensidade e inebriando todo o meu ser me dando forças para seguir em frente.

*Elliana Garcia